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Líbano afirma que Irã usa o país como moeda de troca com os EUA

Líbano acusa Irã de usar território como moeda de troca nas negociações com os EUA; Hezbollah rejeita acordo de cessar-fogo e aumenta tensões

"Tenha misericórdia do nosso sul; parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca", disse Nawaf Salam (na foto) a jornalistas durante entrevista sobre apelo da ONU por ajuda humanitária
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  • O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou que o Irã usa o território libanês como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos, em entrevista sobre ajuda humanitária da ONU.
  • A declaração ocorreu após o Hezbollah rejeitar os termos do acordo de cessar-fogo costurado por Washington, com o líder do grupo chamando as negociações de vergonhosas.
  • Na noite de 4 de junho, bombardeios de Israel no sul do Líbano deixaram sete mortos e doze feridos, incluindo vítimas próximas ao Hospital Jabal Amel.
  • O Exército de Israel confirmou ofensivas contra o Hezbollah em três localidades ao norte do rio Litani e exigiu evacuação de moradores.
  • O presidente do Parlamento, Nabih Berri, disse que aceitaria a retirada do Hezbollah do sul apenas se Israel também se retirar, criticando a mediação norte-americana e defendendo um cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, que o Irã utiliza o território libanês como moeda de troca em negociações com os Estados Unidos. A declaração ocorreu durante entrevista sobre o apelo da ONU por ajuda humanitária ao país.

Salam pediu serenidade e criticou a forma pela qual o sul libanês tem sido tratado, destacando que a população não deve ser usada como instrumento de barganha nas tratativas entre Irã e EUA. A fala ocorreu em meio a tensões com o fim do cessar-fogo anunciado pelos EUA em 3 de junho.

Na véspera, 4 de junho, ataques aéreos israelenses no sul do Líbano provocaram sete mortes e 12 feridos, segundo a Defesa Civil local. Um bombardeio atingiu a região do Hospital Jabal Amel, ocasionando mortes e danos estruturais. Outro atingiu um bairro residencial, com novas vítimas.

Acordo rejeitado

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou os termos do acordo mediado por Washington. Ele descreveu as negociações com Israel como vergonhosas e afirmou que a resistência continuará atuando enquanto houver tropas israelenses no território libanês.

Nabih Berri, presidente do Parlamento e aliado do Hezbollah, informou que aceitaria a retirada do grupo do sul apenas se os soldados israelenses deixarem a região simultaneamente. Em nota, Berri criticou a mediação norte-americana e pediu um cessar-fogo por terra, mar e ar.

Contexto do conflito

O conflito no Líbano, iniciado em 2 de março, já deixou cerca de 3.526 mortos no país e mais de 1 milhão de deslocados, segundo autoridades locais. Do lado de Israel, foram registradas 27 mortes de militares e um civil prestador de serviços. As informações reforçam a volatilidade da região e a dificuldade de alcançar acordo estável.

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