- Em maio, a parcela de brasileiros endividados atingiu 81,6%, o quinto mês seguido de recorde.
- No mesmo mês de 2023, o índice foi de 78,2%. Dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
- O cartão de crédito é apontado como o principal vilão pelo economista Fernando Agra.
- Ele atribui o endividamento à falta de educação financeira e à desigualdade socioeconômica, além de inflação alta e preços elevados.
- Dicas do especialista incluem fazer um levantamento completo das dívidas, renegociar com credores e buscar empréstimos com juros menores.
O endividamento no Brasil atingiu novo recorde em maio, com 81,6% dos brasileiros com alguma dívida. O dado é o quinto mês seguido de alta e mostra evolução em relação a maio do ano passado, quando o índice ficou em 78,2%.
A CNC aponta o cartão de crédito como o principal vilão desse cenário. O acesso facilitado a ofertas, somado à alta inflação, aumenta o uso de crédito e o risco de comprometer renda futura com pagamentos.
Contexto e causas
O economista Fernando Agra destaca três fatores centrais: falta de educação financeira, desigualdade socioeconômica e inflação persistente. Segundo ele, preços mais elevados elevam o peso das parcelas sobre o orçamento familiar.
Agra afirma que o sistema financeiro se beneficia do crescimento do endividamento, sobretudo pela alta de juros. Ele cita taxas que podem ultrapassar 400% ao ano no cartão de crédito, quando não há renegociação.
Caminhos para enfrentar a dívida
O especialista recomenda começar pelo registro cuidadoso das dívidas: quem é credor, parcelas restantes, juros efetivos e custo total. Em seguida, buscar renegociação com credores.
Outra saída sugerida é avaliar a possibilidade de troca de dívidas por opções com juros menores, ou consolidar empréstimos para reduzir a carga mensal e a kl de juros.
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