- Cerca de oitenta pessoas participaram do protesto na entrada da NHS ConfedExpo, em Manchester, às oito da manhã.
- Os manifestantes pediam que o Palantir seja dispensado do contrato com o National Health Service, no valor de até $440 milhões, com vigência até 2031 e uma cláusula de retirada em fevereiro próximo.
- Motivos incluem preocupações com segurança nacional, privacidade de dados de saúde e ligações políticas da Palantir; cartazes diziam “Pacientes vs. Palantir”.
- O ato contou com a participação de Pull the Plug, Amnistia Internacional e Unison, entre outros, que defendem que a IA seja usada com participação popular.
- A Palantir afirma não ter viés político; o governo britânico começou a trabalhar com a empresa em 2020 para uma plataforma de dados federada da NHS, enquanto algumas regiões já recusaram a adoção do sistema, alegando melhores resultados com software próprio.
Protestos contra a Palantir mobilizam cidadãos na Manchester ConfedExpo. Cerca de 80 pessoas ocuparam a entrada do evento de saúde público para pedir o desligamento do contrato da empresa com o NHS, avaliado em até 440 milhões de dólares. O objetivo era levar a gestão do NHS a reavaliar o acordo, iniciado sob motivos de segurança de dados e privacidade.
Os manifestantes expuseram preocupações com a segurança de informações sensíveis, possíveis impactos na privacidade dos pacientes e ligações políticas da Palantir. A ação ocorreu sob chuva, com cartazes e cânticos que pediam a retirada da empresa do sistema de saúde britânico.
Proposta em debate e participantes
O grupo Pull the Plug organizou a manifestação, também contando com a participação de organizações como Amnistia Internacional e o sindicato Unison. O objetivo é assegurar que a decisão sobre o contrato seja acompanhada de maior participação pública na utilização de IA e dados na saúde.
Contexto do acordo com o NHS
O governo britânico começou a trabalhar com a Palantir em 2020, no auge da pandemia, para monitorar a disseminação do vírus. Desde então, a Palantir firmou contratos com órgãos públicos do Reino Unido, argumentando ganhos de eficiência por meio da análise de grandes volumes de dados.
Sob o acordo com o NHS, a Palantir fica responsável por coletar e analisar informações do serviço de saúde por meio de uma plataforma de dados federada, com a meta de reduzir esperas e reduzir desperdícios. A relação tem gerado escrutínio público e político devido a controvérsias sobre privacidade e alinhamentos institucionais.
Olhares sobre a eficácia e respostas oficiais
A Palantir nega viés político e afirma que a empresa não se alinha a uma ideologia específica, destacando uma diversidade de visões entre colaboradores. A empresa não respondeu a pedido de comentário sobre o protesto específico. Ainda não há confirmação de mudanças imediatas no andamento do contrato.
Alguns órgãos regionais do NHS, especialmente em Greater Manchester, relataram dúvidas sobre a eficácia da plataforma da Palantir. Certas metas de melhoria de tempo de atendimento e uso de recursos mostram resultados variados, e algumas equipes adotaram soluções próprias.
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