- O ouro caiu e atingiu o menor patamar em seis meses, com contratos futuros para agosto próximos a US$ 4.046 por onça.
- A queda semanal supera 6%, tornando-se a pior desde março, mesmo com tensão geopolítica entre EUA e Irã e inflação em alta.
- Os dados indicam inflação nos EUA em alta: o índice de preços ao produtor (PPI) subiu 1,1% em maio, acima da previsão de 0,7%.
- O CPI revelou inflação anual de 4,2%, o maior nível em três anos, fortalecendo a percepção de que o combate à inflação não terminou.
- O mercado passou a apostar que o Federal Reserve manterá os juros elevados por mais tempo e pode até subir novamente neste ano, pesando sobre o ouro.
O ouro caiu nesta quinta-feira (11) atingindo o menor nível em seis meses. Os contratos futuros para agosto chegaram a US$ 4.046 por onça, menor desde novembro. A semana já registra queda superior a 6%, em meio a pressões recentes no mercado.
Aclaram o cenário de perdas dados econômicos dos EUA. O PPI de maio subiu 1,1%, acima da expectativa de 0,7%. No dia anterior, o CPI indicou inflação anual de 4,2%, a maior em três anos, alimentando apostas de juros mais altos por mais tempo.
Embora o metal seja visto como proteção em crises, o mercado reage mais aos juros. Títulos com maior retorno atraem investidores, reduzindo a demanda por ouro, que não paga juros. Isso explica o movimento de saída mesmo com tensões geopolíticas.
Projeções de política monetária pesam sobre o ouro. Dados do FedWatch, da CME, indicam maior probabilidade de alta de juros até o fim do ano, fortalecendo a pressão de oferta e demandando menos apelo do metal entre investidores.
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