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Soja terá safra recorde; algodão, arroz, milho, feijão e trigo devem recuar

IBGE: safra de soja deve atingir 174,6 milhões de t em 2026, com recuos em algodão, arroz, milho, feijão e trigo; sorgo e café canephora sobem a recordes

Em relação a 2025, colheita de soja deve crescer 5,1%, totalizando 174,6 milhões de toneladas
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  • A safra de soja em 2026 deve alcançar recorde de 174,6 milhões de toneladas, 5,1% acima de 2025.
  • A safra total brasileira chega a 350,4 milhões de toneladas, 1,2% a mais que em 2025.
  • O café, incluindo arábica e canephora, chega a 4 milhões de toneladas, com 2,7 milhões de arábica e 1,3 milhão de canephora; o sorgo atinge 5,6 milhões de toneladas (alto de 3,9%).
  • A produção de algodão deve recuar 8,1%, a de arroz 11,4% e a de trigo 7,8%, enquanto a de feijão cai 5,8%.
  • No milho, a 1ª safra avança 15,8%, mas a 2ª safra recua 5,5%.

O Brasil deve registrar um novo recorde na safra de soja em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio do IBGE. A colheita de soja deve chegar a 174,6 milhões de toneladas, alta de 5,1% frente a 2025.

Segundo o levantamento, a soja representa quase 50% da produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. Produtores ampliaram áreas de plantio e investiram mais na cultura, que também se beneficia de clima favorável e maior produtividade.

A safra total de 2026 está estimada em 350,4 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação a 2025. Em comparação com o levantamento de abril, há uma elevação de 0,5%, equivalente a 1,7 milhão de toneladas a mais.

Além da soja, o IBGE aponta recordes para o sorgo e o café canephora, conhecido como robusta. O café, com arábica e canephora, pode chegar a 4 milhões de toneladas, com 2,7 milhões de arábica e 1,3 milhão de canephora.

A produção de sorgo é estimada em 5,6 milhões de toneladas, alta de 3,9% ante 2025. Em contrapartida, há recuos previstos para algodão (-8,1%), arroz (-11,4%), milho (-1,7%), trigo (-7,8%) e feijão (-5,8%).

Para o feijão, a produção aparece como apertada para atender ao consumo interno, com possibilidade de importações em pequenas quantidades, segundo o técnico Carlos Barradas, da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

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