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Tabagismo eleva risco de danos à saúde respiratória

  • Seminário “O Fôlego da Vida” na Câmara dos Deputados, em Brasília, em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, reforçou a necessidade de ações de prevenção, conscientização e políticas públicas.
  • Dados: 477 brasileiros perdem a vida todos os dias por doenças ligadas ao cigarro; economia brasileira gasta R$ 153 bilhões em despesas médicas e perda de produtividade.
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que, para cada R$ 1 de lucro da indústria do tabaco, o país gasta R$ 5 com o tratamento de doenças relacionadas ao fumo.
  • Debate destacou a necessidade de aprimorar o cuidado a pacientes com doenças pulmonares crônicas, com foco na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e no plano nacional de atenção à DPOC.
  • O Projeto de Lei 949/24, aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado, cria um plano nacional de atenção à DPOC no Sistema Único de Saúde (SUS), em consulta pública para contribuições da sociedade.

O seminário O Fôlego da Vida – Impactos do Tabagismo na Saúde Pulmonar, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília, marcou a mobilização nacional contra o tabagismo. O encontro ocorreu em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, reunindo parlamentares, especialistas e representantes da sociedade civil e do setor privado. O objetivo foi reforçar ações de prevenção, conscientização e políticas públicas para frear os danos do fumo no país.

Dados apresentados no evento mostraram o impacto letal do tabagismo: diariamente, quase 477 brasileiros perdem a vida decorrente de doenças causadas pelo cigarro. O custo econômico também preocupa: o Brasil gasta cerca de 153 bilhões de reais com despesas médicas e perda de produtividade relacionadas ao tabagismo. Segundo o INCA, para cada 1 real de lucro da indústria do tabaco, o custo com tratamento de doenças ligadas ao fumo chega a 5 reais.

Além das estatísticas, o seminário discutiu o fortalecimento do cuidado a pacientes com doenças respiratórias crônicas associadas ao tabagismo, em especial a DPOC. A necessidade de integração entre governo e setor privado foi destacada como essencial para a construção de políticas de saúde mais eficazes no SUS.

Avanços legislativos

Durante o encontro, foi enfatizada a importância do Projeto de Lei 949/24, já aprovado pela Câmara e em tramitação no Senado. A proposta cria um plano nacional de atenção à DPOC, com diretrizes de prevenção, diagnóstico, tratamento e melhoria da qualidade de vida no SUS. O texto está em consulta pública para contribuições da sociedade.

O debate também abordou o papel da iniciativa privada na luta contra o tabagismo. Participantes discutiram formas de ampliar ações conjuntas entre setor público e empresas, visando políticas de saúde mais eficazes e sustentáveis.

Marco Ruggiero, presidente da Chiesi Brasil, participou do painel sobre atuação da iniciativa privada. Ele ressaltou o compromisso da empresa com a saúde pulmonar e o valor de ações já desenvolvidas, citando a importância de reduzir perdas de vidas e impactos familiares.

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