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Cientistas revelam gigantesco ecossistema de corais nas profundezas do oceano

Descoberta no Planalto de Blake identifica o maior recife de corais frios já mapeado, com 6.215 km² e 83.908 montes, em águas de 4 a 12 °C

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  • O Blake Plateau, entre Miami e Charleston, abriga o maior recife de corais de águas frias já mapeado, ocupando cerca de seis mil duzentos e quinze quilômetros quadrados e reunindo oitenta e três mil novecentos e oito montes de coral.
  • O mapeamento utilizou dezenas de expedições com veículos submersíveis e sonar, alcançando profundidades entre duzentos e mil metros, em águas entre quatro e doze graus Celsius.
  • Esses corais não dependem da luz solar para sobreviver; eles recebem nutrientes transportados por correntes profundas e sustentam peixes, crustáceos, polvos e invertebrados.
  • Em dois mil e vinte e seis, o Schmidt Ocean Institute revelou na Patagônia argentina um sistema de corais frios da espécie Bathelia candida, com pelo menos quatro centenas de metros quadrados, localizado cerca de seiscentos quilômetros além de onde era conhecido.
  • A missão ainda registrou dezenas de novas espécies, reforçando a importância ecológica dos recifes profundos e os desafios, como a acidificação dos oceanos e a pesca de arrasto, que podem destruí-los.

Um conjunto de cientistas revelou o maior recife de corais de águas frias já mapeado, localizado no Blake Plateau, diante da costa sudeste dos EUA. O habitat ocupa cerca de 6.215 km², com aproximadamente 83.908 montes de coral entre Miami e Charleston, na Carolina do Sul.

A pesquisa utilizou dezenas de expedições com veículos submersíveis e mapeamento por sonar, para registrar a topografia oceânica. Os corais vivem entre 200 e 1.000 metros de profundidade, em águas de 4 °C a 12 °C, longe da luz solar.

Os recifes frios dependem de correntes marinhas que transportam nutrientes, não da fotossíntese. Lophelia pertusa é um dos corais construtores, criando estruturas que servem de abrigo para peixes, crustáceos, polvos e invertebrados.

Descobertas significativas e implicações

Em 2026, o Schmidt Ocean Institute, a bordo do Falkor, explorou a Patagônia argentina e identificou um sistema de corais frios formado pela Bathelia candida. A área ocupa pelo menos 0,4 km² e fica cerca de 600 km além do limite conhecido para esse coral.

A equipe liderada pela bióloga María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires, registrou 28 espécies novas, incluindo anêmonas, ouriços, vermes marinhos e moluscos. As descobertas ampliam o conhecimento sobre a biodiversidade de oceano profundo.

Especialistas destacam que os recifes profundos moldam relevo e servem de refúgio, alimentação e rota de deslocamento para muitas espécies. Corais mortos também ajudam na formação de novas colônias ao longo do tempo.

Entre os desafios, destacam-se o crescimento lento dos corais de águas frias, a pesca de arrasto e a acidificação oceânica, que reduz a disponibilidade de carbonato de cálcio. Esses fatores ameaçam a continuidade desses ecossistemas.

Dados recentes reforçam que o oceano profundo continua pouco conhecido e exige novas expedições com tecnologia avançada. A preservação desses recifes é essencial para a saúde global dos ecossistemas marinhos.

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