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Esportes radicais em MG: conheça a lei que regula a prática

Lei regula esportes de aventura em Minas, mas acidentes recentes expõem falhas de fiscalização e aumentam o risco aos praticantes

Esportes radicais em MG: entre a adrenalina e os riscos, conheça a lei
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  • Lei estadual 16.686/2007 regula esportes de aventura em Minas Gerais, definindo práticas como recreativas com riscos controlados e exigindo técnicas, equipamentos e responsáveis habilitados.
  • Complementam a regulamentação as Portarias do Instituto Estadual de Florestas (IEF): nº 72/2023, sobre técnicas verticais, e nº 58/2023, sobre voo livre, com cadastros, normas de uso e coordenação com órgãos como ANAC e DECEA.
  • Pouso de balão de ar quente em Itabirito, com 12 passageiros e decolagem em Brumadinho, ocorreu próximo a residências e linha férrea, gerando susto mas sem vítimas.
  • Em Limeira, São Paulo, uma jovem de 21 anos morreu após ser lançada sem corda de segurança em rope jump, caso considerado de negligência.
  • Desafios atuais incluem fiscalização em áreas remotas, capacitação de monitores e necessidade de integração entre CBMMG, IEF e federações, além de possíveis atualizações na lei e uso de tecnologias de rastreamento e seguro obrigatório.

Um balão de ar quente com 12 passageiros aterrissou próximo a residências e à linha férrea em Itabirito, após decolar de Brumadinho. O pouso ocorreu neste domingo (14/6) devido aos ventos, assustando moradores, mas sem vítimas. A operação foi realizada dentro das normas vigentes, segundo a empresa.

No mesmo dia, um episódio de escalada provocou alerta sobre segurança em Minas Gerais, estado referência em esportes de aventura. Nas redes, moradores questionaram o planejamento e a fiscalização de atividades de alto risco presentes na região.

Entre as ocorrências recentes, a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, em Limeira (SP), após ser lançada sem corda de segurança em um rope jump, chocou o Brasil, gerando prisões por negligência. O caso reacende o debate sobre normas de segurança.

A Regulamentação em Minas Gerais

O principal arcabouço é a Lei Ordinária nº 16.686/2007, que regula esportes de aventura como rapel, escalada e balonismo, estabelecendo controle de riscos, técnicas e equipamentos. A autorização de bombeiros é obrigatória, assim como licenças e responsabilização técnica.

Entre os requisitos estão: autorização do CBMMG, licenciamento ambiental, profissional habilitado, equipamentos certificados e Termo de Assunção de Riscos. Também é necessária preparação de primeiros socorros e resgate.

Complementam a lei as Portarias do IEF. A Portaria 72/2023 regulamenta técnicas verticais em Unidades de Conservação, com planejamento e mínimo impacto ambiental. Já a Portaria 58/2023 disciplina voo livre, com cadastro e conformidade com normas da ANAC e DECEA.

Além disso, agências de turismo de aventura precisam de licenciamento junto aos órgãos de turismo. A fiscalização envolve CBMMG, IEF e federações como a FEMEMG, responsável por atividades de montanhismo e escalada.

Casos Recentes e Lições

A morte de Igor Andreoni Barbabella de Oliveira, montanhista mineiro de 40 anos, ocorreu em abril de 2026, em Morro da Ponta Aguda, na Bahia, durante escalada. O incidente evidencia riscos e a importância de equipamentos certificados e planejamento rigoroso.

Em Minas, o resgate de um jovem de 25 anos na região de Marmelópolis revelou falhas em sinalização e necessidade de preparação prévia. Ele ficou perdido e foi encontrado com entorse no pé pelo CBMMG após passar a noite na mata.

Casos em trilhas, cachoeiras e canyons são frequentes no estado. A Cachoeira da Jangada, em Brumadinho, foi palco de resgate de uma mulher que sofreu traumatismo craneano e fraturas. Bombeiros enfrentaram acesso difícil para prestar atendimento.

Desafios e Perspectivas

Apesar da Lei 16.686/2007, desafios persistem: fiscalização em áreas remotas, capacitação de monitores e conscientização de praticantes. O episódio do balão em Itabirito gerou questionamentos sobre planejamento de rotas e autorizações, em linha com as portarias vigentes.

Especialistas defendem maior integração entre CBMMG, IEF e federações, além de considerar atualizações legais para incorporar novas tecnologias de rastreamento e seguro obrigatório. Esportes radicais movem turismo e empregos, mas requerem responsabilidade.

Conformidade com as regras mantém a adrenalina, sem perder a segurança. Operadores e praticantes devem priorizar planejamento, certificação e observância das normas para evitar incidentes.

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