- Empresas oferecem rapel, rope jump e bungee jump no Viaduto Sumaré, mesmo a prática sendo proibida desde 2005, conforme a prefeitura de São Paulo.
- Tentativas de pré-agendamento foram feitas com algumas empresas, com atividades promovidas às sextas-feiras, das 19h às 23h, a partir de valores variando (ex.: R$ 35).
- A Secretaria Municipal das Subprefeituras, com apoio da Guarda Civil Metropolitana, monitora o local para coibir irregularidades; denúncias podem ser feitas pelo SP156.
- Casos recentes: uma jovem de 26 anos ficou ferida ao saltar no viaduto em São Paulo, e outra mulher, de 21 anos, morreu após salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira.
- Após o acidente em Limeira, a Polícia Civil indiciou três homens por homicídio doloso eventual; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Em menos de meia hora, o Viaduto Sumaré, na Avenida Doutor Arnaldo, em São Paulo, vira cenário de práticas de esportes radicais, como rapel, rope jump e bungee jump, apesar de proibido. A altura é de cerca de 27 metros, e há relatos de atividades em diferentes horários.
A Metrópoles identificou ao menos quatro empresas oferecendo pacotes para o local. A prefeitura afirma que a prática não é permitida e que o espaço é monitorado para coibir irregularidades. Tentativas de agendamento foram feitas pela reportagem.
Organizadores promovem atividades às sextas, com valores que variam. Um atendimento informou agenda indisponível para 19/6, por compromissos pessoais, e previsão de funcionamento para 24/6. Outras empresas sinalizam suspensão até regulamentação.
Investigação e desdobramentos
A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que o local é monitorado pela Subprefeitura Lapa com apoio da Guarda Civil Municipal para coibir irregularidades. Denúncias podem ser feitas pelo SP156.
A prática depende de autorização municipal e precisa atender à Lei 14.139/2006 e ao Decreto 51.296/2010. O local já registrou incidentes anteriores, com avaliações sobre riscos e segurança.
No ano passado, uma jovem de 26 anos sofreu queda de cabeça durante bungee jump no viaduto, sem ferimentos graves, após contato com a corda de proteção. O vídeo circulou nas redes, gerando repercussão.
Novo caso de tragédia
No interior, em Limeira, uma mulher de 21 anos morreu após ser arremessada sem cordas da Ponte do Esqueleto durante rope jump. A vítima caiu de aproximadamente 27 metros e teve politraumatismo.
A Polícia Civil de São Paulo indiciou três suspeitos por homicídio com dolo eventual. Eles tiveram prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Os nomes são Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves.
A prefeitura reitera que atividades radicais em áreas públicas só são permitidas mediante autorização e cumprimento de normas municipais. Denúncias podem orientar ações de fiscalização e segurança.
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