- Projeto inédito cria um banco vivo de jaborandi na Amazônia, reunindo exemplares em área de conservação e pesquisa na Floresta Nacional de Carajás, com publicação na revista PLOS One.
- Objetivo é proteger a espécie e manter material genético para estudos futuros, reduzindo riscos da exploração excessiva das populações naturais.
- Jaborandi é a única fonte natural de pilocarpina, substância usada no tratamento do glaucoma, o que gera maior relevância médica e ambiental para a espécie.
- Arbusto nativo do Brasil, encontrado principalmente na Amazônia, com folhas que contêm compostos de interesse farmacêutico e papel relevante na biodiversidade local.
- Além disso, a Centroflora atua no cultivo do jaborandi em Parnaíba (PI) para produção de pilocarpina, fortalecendo a cadeia de fornecimento para indústria farmacêutica, cosmética e alimentícia.
Um projeto inédito cria um banco vivo de jaborandi na Amazônia, reunindo exemplares da planta em área destinada à conservação e à pesquisa científica. A iniciativa busca proteger a espécie e garantir material genético para estudos futuros.
Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV) organizaram a coleção intersitu na Floresta Nacional de Carajás, no Pará. O objetivo é manter plantas vivas em áreas de restauração ecológica, formando um germoplasma acessível a estudos.
A pesquisa sobre o banco de jaborandi foi publicada na revista PLOS One, evidenciando o uso de plantas vivas para preservar diversidade genética e reduzir riscos ligados à exploração de populações naturais. A decisão reforça estratégias de manejo sustentável.
Banco de germoplasma
O jaborandi é a única fonte natural de pilocarpina, substância-chave para medicamentos do tratamento do glaucoma e de alguns casos de redução de saliva. A preservação da espécie ganha destaque devido à importância médica.
O arbusto é nativo do Brasil, com distribuição na Amazônia, Norte e Nordeste. Suas folhas concentram compostos farmacêuticos, motivo pelo qual a planta recebe atenção da ciência e da conservação ambiental.
Em áreas naturais, o jaborandi costuma integrar florestas tropicais, contribuindo para a biodiversidade local. A extração de folhas para obtenção de pilocarpina tornou-o recurso econômico relevante para comunidades das regiões produtoras.
Iniciativas e impactos
Antes do interesse farmacêutico, comunidades tradicionais já utilizavam o jaborandi em medicinas populares. O aumento da demanda por matérias-primas vegetais reforça a necessidade de manejo sustentável.
Projetos de conservação, cultivo controlado e bancos genéticos ajudam a manter o jaborandi disponível para pesquisas, preservação da biodiversidade e futuras aplicações médicas. A iniciativa no Pará segue nessa linha.
Outra frente ligada ao jaborandi é a Centroflora, empresa brasileira que produz extratos vegetais para farmacêutico, cosmético e alimentício. Em Parnaíba (PI), a companhia mantém unidades dedicadas ao cultivo do jaborandi e à produção de pilocarpina, destacando-se entre produtores mundiais.
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