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Jogadores canadenses pedem ações de empresas e governo contra abusos online

Jogadores do Canadá pressionam plataformas e governo por responsabilização diante ataques racistas e ameaças de morte nas redes, com regulamentação mais rígida em debate

Seleção canadense — Foto: Nicolò Campo/LightRocket via Getty Images
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  • Jogadores da seleção canadense pedem às redes sociais e ao governo federal que identifiquem e responsabilizem usuários que enviam abusos racistas, ameaças de morte ou mensagens de ódio.
  • Eles dizem que os administradores das plataformas não respondem adequadamente às denúncias e que os ataques aparecem após falhas, chances perdidas ou o fim de partidas, chegando por mensagens diretas, comentários e respostas.
  • O zagueiro Moise Bombito relatou ter recebido mais de mil comentários de ódio após uma falta contra Messi na estreia do Canadá na Copa América de 2024 contra a Argentina.
  • O meio-campista Liam Millar afirmou ter sido alvo de insultos e ameaças de morte, ressaltando que críticas sobre o desempenho são diferentes de abusos que merecem punição.
  • Em 10 de junho, o governo federal apresentou o Projeto de Lei C-34, que impondria novas regras a plataformas e IA, com avaliação de denúncias em até 24 horas e divulgação das situações tratadas; autoridades destacam que o aumento das apostas esportivas online intensifica o abuso.

Os jogadores da seleção canadense pedem que empresas de mídia social e o governo identifiquem e responsabilizem usuários que enviem mensagens com racismo, ameaças de morte ou ódio. A cobrança chega após relatos de ataques virtuais contra atletas durante a Copa América de 2024.

Segundo os atletas, muitos abusos chegam por mensagens diretas, comentários e respostas, com identidades ocultas em boa parte dos casos. Eles afirmam que as plataformas não respondem de forma adequada às denúncias de racismo.

Moise Bombito, zagueiro do Nice, disse ter recebido mais de mil comentários de ódio após uma falta contra a Argentina na estreia do Canadá na Copa América. Ele ressaltou que o racismo persiste e precisa de resposta.

Outros convocados destacam que não pedem proteção contra críticas, mas sim que abusos racistas e ameaças de morte não sejam encarados como normal. Liam Millar relatou que recebeu ameaças de morte e insultos após falhas em jogos.

O capitão Stephen Eustaquio afirmou que as plataformas reduzem o abuso, mas usuários retornam após a exclusão de contas. Os atletas também associam o aumento das apostas esportivas a novos ataques, segundo o jogador.

Medidas para frear mensagens de ódio

Em 10 de junho, o governo federal apresentou o Projeto de Lei C-34, visando responsabilizar operadoras de redes sociais e IA no Canadá. Se aprovado, exigirá mitigação de conteúdo prejudicial e avaliação de denúncias em até 24 horas.

A proposta também prevê divulgação de denúncias de conteúdo ofensivo, com informações sobre as circunstâncias e o tratamento dado pelas empresas. As normas buscam ampliar transparência e responsabilização.

Agenda da Copa do Mundo

  • 2ª rodada: Canadá x Catar, 18 de junho, 19h, Vancouver Place
  • 3ª rodada: Suíça x Canadá, 24 de junho, 16h, Vancouver Place

Fontes destacam que o tema é tratado com cautela pelas autoridades e organizadores, que buscam equilíbrio entre liberdade de expressão e proteção de atletas. Os relatos dos canadenses continuam a repercutir no debate sobre segurança online.

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