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Arroz resfriado na geladeira pode engordar menos que o feito na hora

Arroz resfriado aumenta o amido resistente, reduzindo digestão e impacto glicêmico, com benefício potencial para a microbiota intestinal

Arroz resfriado forma mais amido resistente. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • O arroz resfriado pode ter parte do amido transformado em amido resistente, dificultando a digestão e alterando a resposta glicêmica.
  • Durante o resfriamento, o amido sofre retrogradação, deixando grânulos mais compactos e menos passíveis de absorção pelo intestino.
  • O amido resistente chega ao intestino grosso intacto, funcionando como prebiótico para bactérias benéficas da microbiota.
  • A fermentação desse amido produz ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, ligado à saúde intestinal e ao equilíbrio metabólico.
  • Em termos de calorias, o arroz resfriado não reduz significativamente a ingestão calórica; o que muda é a disponibilidade do amido e a carga glicêmica.

O arroz dormido, mantido na geladeira, pode ter menos digestão do que o arroz cozido na hora. Cientistas veem mudança no amido após resfriamento, o que reduz a glicose no sangue e a velocidade de absorção.

Em pesquisas recentes, o resfriamento transforma parte do amido em amido resistente, menos liberado no intestino delgado. O efeito também funciona com batata e macarrão, segundo estudos publicados até 2026.

Como funciona o processo

Ao cozinhar, o amido passa pela gelatinização, tornando-se mais digerível. Ao esfriar, ocorre retrogradação, reorganizando amilose e amilopectina em estruturas mais estáveis e criando amido resistente.

Implicações para a saúde e a dieta

O amido resistente não é totalmente absorvido. Ele reduz a velocidade de digestão e o impacto glicêmico, chegando ao intestino grosso para alimentar bactérias benéficas.

Bactérias fermentam esse amido, gerando ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, relacionado à saúde intestinal. Pesquisas sugerem que esse substrato favorece o microbioma e o metabolismo.

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