- Em 18 de agosto de 2004, o Haiti recebeu a seleção brasileira em meio a violência e crise política, com a goleada por 6 a 0 ocorrendo no jogo; Lula participou de um bate-volta ao país.
- A comitiva presidencial, a delegação da seleção e jornalistas enfrentaram preocupações de segurança, incluindo presença de rebeldes nas ruas e infraestrutura precária.
- Antes do embarque, todos receberam vacinas obrigatórias, como febre amarela, hepatite A e B, meningocócica, entre outras.
- A passagem pela capital haitiana foi marcada por multidões nas ruas, cheiro fuerte na chegada e expectativa de um aceno dos jogadores, que ficaram posicionados em estruturas militares.
- A apuração das notícias sobre a visita e o jogo só ocorreu no fim do dia, após uso de uma linha discada disponível em uma cabine do estádio.
A visita da seleção brasileira ao Haiti em 2004 ocorreu em meio a uma crise política e social no país. Em 18 de agosto, o Brasil, com Lula ainda no primeiro mandato, chegou a Port-au-Prince para um bate‑volta de alto impacto diplomático e esportivo.
A comitiva incluiu Ronaldo, Ronaldinho e outros campeões do mundo, além de jornalistas. O objetivo era reforçar laços e demonstrar apoio institucional, mesmo em meio a um cenário de violência e infraestrutura precária. A ausência de rede de saneamento era evidente.
Antes do embarque, todos receberam vacinações obrigatórias, como febre amarela, Sabin, hepatite A e B, entre outras. A passagem relâmpago ocorreu pela manhã, com retorno ainda no mesmo dia, após a partida.
Recepção sob tensão
Na chegada, moradores exibiam grande expectativa e o ambiente tinha cheiro forte, resultado de carências de saneamento. Milhares de haitianos acompanharam a passagem da comitiva, que ficou posicionada em pontos elevados para a observação.
A comitiva desembarcou sob vigilância de autoridades, com a presença de tropas do Exército. A atmosfera era de cautela diante de rebeldes armados e de uma infraestrutura precária, em um dia anterior a mudanças sísmicas que viriam anos depois.
Jornada esportiva e repercussão
A partida, marcada pela goleada de 6 a 0 a favor do Brasil, ocorreu sem incidentes relevantes. Jornalistas registraram tudo, com envio das reportagens no início da noite, através de uma linha discada em uma cabine do estádio.
O episódio ajudou a melhorar a percepção internacional sobre a política externa do governo. Os jogadores manifestaram emoção, e a imprensa brasileira reportou a cobertura com detalhes sobre o roteiro da visita.
Entre na conversa da comunidade