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Como surgiu a fake news de Messi estar no espectro autista

Fake news de 2013 atribuiu autismo a Messi; família e médico negam, destacando os danos da desinformação sobre o TEA.

Lionel Messi, com barba ruiva e cabelo castanho, veste a camisa branca e azul da Argentina, erguendo o braço esquerdo tatuado em celebração
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  • Em 2013, um texto de Roberto Amado afirmava que Messi teria sido diagnosticado com Síndrome de Asperger aos 8 anos, ainda na Argentina, sem documentos ou confirmação médica.
  • A matéria associava traços como timidez e comportamento reservado a um suposto autismo, usando comparações com o filme Rain Man, o que não é suficiente para diagnóstico.
  • A família de Messi, incluindo o pai, negou o diagnóstico e chegou a cogitar medidas legais; médicos que trataram o jogador disseram que ele não teve Asperger.
  • O boato voltou a ganhar repercussão ao longo dos anos, com ocorrências em 2017 e 2020, sempre sem confirmação oficial.
  • Especialistas alertam que esse tipo de desinformação reforça estereótipos sobre o autismo; o TEA é diverso e não se resume a genialidade ou traços isolados.

Ao longo dos anos, uma rumorologia associou Lionel Messi ao autismo, sem comprovação médica. A alegação ganhou força após um texto de 2013 publicado no Brasil, que dizia ter diagnóstico de Asperger aos 8 anos. Não havia documentos ou confirmação clínica.

O texto citava características do jogador como timidez e estilo de jogo para justificar a suposta condição. A comparação com o filme Rain Man alimentou a ideia, que não se sustenta sem avaliação profissional.

Contexto histórico

Em setembro de 2013, o ex-jogador Romário compartilhou a publicação, ampliando a repercussão. O pai de Messi, Jorge Messi, negou a informação e mencionou a possibilidade de medidas legais. O tema voltou a ganhar força em outras ocasiões.

Desmentidos e desdobramentos

A família de Messi e o médico que o acompanhou na infância afirmaram não haver diagnóstico de autismo. O endocrinologista Diego Schwarzstein destacou que Messi teve deficiência no hormônio do crescimento, tratada na infância, sem relação com TEA.

A disseminação continuou em anos posteriores, com menções em programas de televisão e comentários de figuras públicas. Especialistas alertam que associar talento a um diagnóstico sem confirmação reforça estereótipos sobre o TEA.

Reflexões técnicas

O Transtorno do Espectro Autista é diverso e envolve avaliações clínicas complexas. Não há relação automática entre repetição de movimentos, foco ou perfeccionismo e autismo. O diagnóstico requer avaliação multidisciplinar e criteriosa.

Especialistas apontam para a importância de referências públicas que tenham falado sobre o próprio diagnóstico, evitando interpretações simplistas sobre o espectro.

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