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Política tenta influenciar a escolha do craque favorito

Estudo global associa preferência por Messi ou Ronaldo a linhas ideológicas; no Brasil, Pelé aparece como referência mais forte que a rivalidade

João Pereira Coutinho
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  • Estudo intitulado “Political Identity Beyond Politics: The Messi-Ronaldo Preference Across 26 Countries” afirma que pessoas de orientação progressista tendem a escolher Messi, enquanto conservadores vão para Ronaldo.
  • No Brasil, não há preferência clara entre Messi e Cristiano Ronaldo; a ideia de Pelé como eterno pode predominar.
  • Segundo o estudo, Messi é associado a modéstia e valores coletivos, já Ronaldo a destaque individual e excelência pessoal.
  • Argentina aparece entre os países que mais amam Messi, enquanto as paixões por Ronaldo são mais fortes em outros lugares, com exceção de Portugal.
  • O texto comenta que símbolos esportivos têm uso político em regimes autoritários e democracias, refletindo uma visão de “política que escolhe o craque”.

A pesquisa analisa como a preferência entre Messi e Cristiano Ronaldo se relaciona com identidades políticas em 26 países. O estudo aponta tendência de esquerda favorável a Messi e de direita favorável a Ronaldo, com nuances regionais.

No Brasil, o texto ressalta que a falta de uma preferência clara entre os dois craques pode refletir uma sociedade dividida ideologicamente, além do peso cultural de Pelé, visto por alguns como referência contínua.

O levantamento utiliza uma leitura de identidade política para além do campo eleitoral, sugerindo que gostos esportivos podem sinalizar alinhamentos sociais. A análise cita Argentina e Portugal entre os exemplos com forte associação de Messi e Ronaldo, respectivamente.

Segundo os autores, jovens costumam exibir maior correlação entre orientação política e escolha do jogador; essa relação suaviza com a idade. O retrato geracional é enfatizado como componente importante da leitura apresentada.

O Brasil aparece como caso atípico, sem uma preferência dominante entre Messi e Ronaldo. O estudo fecha sugerindo que o consenso popular pode conviver com uma referência histórica contínua a Pelé, atuando como fator de mediação da disputa.

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