- Uma comissão independente da ONU afirma que Israel direcionou intencionalmente crianças palestinas, configurando genocídio e crimes contra a humanidade em Gaza, além de crimes de guerra na Cisjordânia ocupada.
- Segundo o relatório, autoridades israelenses teriam adotado uma estratégia para destruir o futuro dos palestinos ao mirar crianças, com mortes ocorrendo mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025.
- A comissão conclui que houve dano grave e sistemático a centenas de milhares de crianças palestinas, com escalada de mortes, ferimentos e trauma.
- A estatística citada aponta que aproximadamente trinta por cento dos mortos na guerra em Gaza são crianças; o conflito já deixou mais de setenta e três mil mortos na região, incluindo mais de vinte mil crianças.
- Israel rejeita o documento, chamando-o de peça de propaganda; a comissão destaca que o caso permanece sob investigação e que ações também violaram leis internacionais.
A Comissão Independente de Inquérito da ONU afirma que Israel tem deliberadamente atacado crianças palestinas, configurando genocide, crimes contra a humanidade e crimes de guerra em Gaza, além de crimes na Cisjordânia ocupada. O relatório sustenta que as ações visam destruir o futuro do povo palestino.
O grupo de peritos, criado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU em 2021, trabalha de forma independente. O painel é composto por três especialistas, e não representa a ONU oficialmente. A conclusão envolve Gaza e a Cisjordânia, com foco na responsabilidade das autoridades israelenses.
Segundo o relatório, houve uso de armas de alto impacto contra áreas residenciais, escolas e campos de deslocados, além de prisões e abusos contra crianças. Também são apontadas violações em hospitais neonatais e pediátricos, que comprometeriam o acesso a cuidados de vida.
A comissão afirma que, mesmo após o cessar-fogo de outubro de 2025, a violência contra crianças persiste e que as proteções legais não foram observadas. O presidente do comitê ressalta que a proteção infantil está ligada ao direito de autodeterminação do povo palestino.
Dados apresentados no documento indicam que pelo menos 21.280 crianças morreram em Gaza desde 7 de outubro de 2023, conforme a saúde controlada pelo Hamas. A violência inicial de 7 de outubro, com cerca de 1.200 mortos e 251 sequestrados, também é mencionada para contextualizar o conflito.
Reação de Israel e desfechos legais
O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeita veementemente o relatório, chamando-o de peça de propaganda. Segundo o governo, as acusações são distorcidas e não possuem verificação confiável, além de omitir o papel de Hamas na utilização de crianças como parte do conflito.
Atualizações judiciais também envolvem o Tribunal Internacional de Justiça, que analisa caso apresentado pela África do Sul sobre genocídio. O processo pode levar anos para nova decisão, com Israel contestando as acusações e defendendo ações em conformidade com o direito internacional.
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