- Iberdrola España solicita ampliar por tres años la vida útil de la central nuclear de Almaraz y mantiene que España no puede cerrar nucleares ahora.
- El Consejo de Seguridad Nuclear (CSN) debe emitir, en julio, un informe sobre el cierre de Almaraz, pedido por el Gobierno para ejecutar el cierre en dos mil veintisiete.
- El consejero delegado de Iberdrola España, Mario Ruiz-Tagle, afirmó que analizarán el informe del CSN al recibirlo, y advirtió sobre riesgos de decisiones irreversibles.
- El plan de cierre de Almaraz forma parte del Plan Nacional de Energía y Clima, vigente desde dos mil diez y nueve. Ruiz-Tagle sostiene que la geopolítica y la taxonomía europea han cambiado las condiciones desde entonces.
- Ruiz-Tagle mencionou cento y sessenta y seis expedientes abertos pela CNMC contra empresas del sector, asegurando que Iberdrola ya respondió y que algunos se refieren a el apagón y al control de tensión.
O debate sobre o fechamento das centrais nucleares na Espanha ganhou novo impulso com a pressão de Iberdrola diante do relatório do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) sobre a operação da usina de Almaraz. A Câmara Executiva da empresa defende a prorrogação da vida útil da usina em três anos, citando a necessidade de segurança de fornecimento frente a incertezas geopolíticas e à transição energética. O CSN tem prazo para apresentar o parecer em julho, dentro do cronograma estabelecido pelo governo para o desligamento em 2027.
Mario Ruiz-Tagle, CEO da Iberdrola Espanha, disse que a companhia reserva-se o direito de analisar o conteúdo do relatório assim que for apresentado. Alega ainda que, neste momento, não é razoável encerrar a operação de usinas nucleares na Espanha, sob o argumento de que a energia nuclear oferece fornecimento estável a custos inferiores aos de ciclos combinados. O executivo ressaltou que eventuais decisões devem considerar riscos de irreversibilidade.
Aiberdrola sustenta que o acordo de desligamento, previsto no Plan Nacional de Energia y Clima (Pniec) de 2019, não reflete mais as condições atuais. Alega que tensões geopolíticas, como conflitos no Irã e na Ucrânia, bem como mudanças na taxonomia da União Europeia, justificam manter a atividade nuclear como matriz de energia confiável e de baixo custo. Segundo a empresa, reduzir a nuclear implicaria maior dependência de combustíveis fósseis importados e elevação de despesas com energia.
Além disso, Ruiz-Tagle citou impactos econômicos potenciais, afirmando que retirar a geração nuclear e substituí-la por ciclos combinados poderia elevar tarifas para a indústria e para consumidores. Ele destacou, ainda, a necessidade de energia síncrona para manter o equilíbrio do sistema elétrico, conforme evidenciado pela demanda de energia durante períodos de baixa solar e eólica.
CNMC e tensões internas no setor
O executivo mencionou ainda os 66 expedientes abertos recentemente pela CNMC contra empresas do setor. Segundo ele, a Iberdrola respondeu a todos os casos relevantes e rejeita que haja relação com o apagão de 2025. Parte dos procedimentos avalia o controle de tensão das instalações nos últimos dois anos; outros questionam as razões da parada de usinas nucleares naquele dia, conforme a posição da empresa de que a oferta não coincidiu com a demanda.
Ruiz-Tagle indicou que também há decisões da Iberdrola de recorrer a circulares da CNMC sobre a retribuição das redes. Em meio a disputas com Beatriz Corredor, presidente da Redeia, o executivo argumentou que existem indícios de conflitos de interesse entre estruturas de operação e de rede, destacando que o sistema enfrenta falhas no transporte, não na distribuição.
Agalera sobre a separação entre operador de mercado e redes continua em debate, com a Iberdrola afirmando que há indícios de problemas de conectividade que impedem indústrias de obter fornecimento. O tema é acompanhado por autoridades regulatórias e pelo governo, em meio a tensões sobre caminhos para garantir energia confiável e acessível em meio a contextos geopolíticos voláteis.
Entre na conversa da comunidade