- Um grupo de nove manifestantes no Texas foi condenado por terrorismo e recebeu penas de no mínimo cinquenta anos de prisão.
- O caso ocorreu após protesto de quatro de julho em um centro de detenção de imigrantes em Alvarado, ao sul de Fort Worth.
- Durante o protesto, alguns vandalizaram veículos e infraestrutura; um manifestante atirou contra um policial, que foi atingido no ombro, mas sobreviveu.
- Oito réus foram condenados por fornecer apoio material a terroristas; o nono, Daniel Sanchez-Estrada, foi apontado por ocultar documentos.
- O Ministério Público afirmou que houve conluio e premeditação, associando os manifestantes a uma “célula antifascista” do norte do Texas, em meio a outras ações judiciais similares contra ativistas.
A polícia de Alvarado, no Texas, anunciou nesta terça-feira as sentenças de uma ação envolvendo nove manifestantes pró-imigração. O grupo foi julgado por terrorismo, após protesto de 4 de julho em área de detenção de imigrantes. O objetivo era uma demonstração sonora, com fogos de artifício.
Os réus, ligados a uma célula de antifa do norte do Texas, passaram por um julgamento de três semanas. Em março, foram considerados culpados de diversas acusações, entre elas conspirar para causar dano e apoiar terrorismo. A defesa argumentou falhas no caso e na prova.
Zachary Evetts, Autumn Hill e Savanna Batten receberam 50 anos de prisão. Maricela Rueda foi sentenciada a 70 anos. Benjamin Song pegou 100 anos. Daniel Sanchez-Estrada foi condenado por ocultação de documentos. Os demais ainda tinham vereditos a serem anunciados.
Detalhes do veredito e acusações
A promotoria afirmou que o ataque ao policial foi premeditado e integrado a uma conspiração. Foi alegada participação de um grupo ligado a um clube de leitura de esquerda e a um grupo de armas. A acusação sustenta que houve apoio material a crimes de terrorismo.
A defesa criticou o uso de evidências como zines e mensagens criptografadas para caracterizar ideologia e contribuir para a condenação. Observadores jurídicos indicaram que isso pode representar criminalização da liberdade de expressão.
O caso segue em andamento em outras frentes. Recentemente, promotores apresentaram acusações de conspiração contra ativistas em Minneapolis, ligados a supostas interrupções de agentes da ICE. Em Spokane, três manifestantes foram considerados culpados de conspiração por participação em protesto anterior.
Entre na conversa da comunidade