- Pesquisadores da Universidade de Lodz, na Polônia, observaram aves urbanas usando bitucas de cigarro em ninhos, destacando que as toxinas do tabaco podem ajudar a combater parasitas.
- No experimento com ninhos de chapim azul, compararam ninhos naturais, esterilizados e com duas bitucas; filhotes nos ninhos com tabaco tiveram menos pulgas e carrapatos e melhores indicadores de saúde.
- Ainda que haja benefícios contra parasitas, exames indicaram sinais de dano genético e permanece incerto o efeito a longo prazo; estudo da Universidade Autônoma do México também registrou comportamento semelhante em tentilhões.
- A pesquisa mostra a diversidade de materiais e formatos de ninhos, evidenciando a adaptação das aves a diferentes ambientes e a função de abrigo, reprodução e proteção.
Pesquisadores da Universidade de Lodz, na Polônia, observaram aves urbanas que usam bitucas de cigarro na construção de ninhos, conforme reportagens científicas citam o estudo. A prática chamou atenção pela natureza inusitada.
No experimento, cientistas avaliaram ninhos de chapim azul em três situações: naturais, esterilizados e com duas bitucas. Filhotes em ninhos com tabaco apresentaram menos pulgas e carrapatos, além de melhores indicadores de saúde.
Outra pesquisa anterior, da Universidade Autônoma do México, também avaliou tentilhões retirando fibras de cigarros para esse fim. Ainda assim, exames indicaram sinais de dano genético, e os efeitos de longo prazo permanecem incertos.
Diversidade de ninhos ao redor do mundo
A variedade de ninhos evidencia adaptação a ambientes distintos. O joão-de-barro constrói ninhos de barro em formato de forno, com entrada voltada para baixo, para proteger do clima.
O passáro-tecelão tece ninhos que lembram cestas, usando folhas e gramas, em ramos; em algumas espécies, machos constroem várias opções para atrair as fêmeas.
A coruja-buraqueira cava buracos no chão ou utiliza tocas de outros animais, decorando a entrada com esterco para atrair insetos que consomem. Já o guarda-rios-europeu escava túneis em barrancos perto de rios para proteger filhotes.
Entre os exemplos inusitados, o peixe baiacu japonês cria padrões na areia para atrair parceiras, servindo de abrigo para ovos; tordas e albatrozes costumam nidificar em penhascos, longe de predadores.
Observações finais
A prática de usar materiais inusitados nos ninhos varia entre espécies e ambientes. Pesquisas apontam benefícios na redução de parasitas, mas sinais de danos genéticos e incertezas a longo prazo justificam cautela nas interpretações.
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