- Bobcats na Kiawah Island, Carolina do Sul, estão em declínio devido à exposição a anticoagulant rodenticides, com menos de vinte indivíduos restantes.
- Entre 2019 e os anos seguintes, ocorreram três mortes em 2019 e outras doze vítimas, reduzindo a taxa de sobrevivência para quarenta e nove por cento.
- A maioria testada apresentou concentrações de anticoagulante no sangue e no fígado, com exposição a cocktails de rodenticidas, incluindo substâncias de segunda geração (SGARs).
- Além de Kiawah, caracais em Cape Town e outras espécies de predadores mostram exposição generalizada, sugerindo impactos potenciais no sistema imune e na saúde.
- Medidas em curso incluem restrições de rodenticidas de segunda geração na Austrália e ações locais de gestão de pragas, além de chamadas por regulação mais ampla e por estratégias de manejo integrado de pragas.
A exposição de predadores pequenos a raticidas anticoagulantes ganha atenção internacional. Em Kiawah Island, Carolina do Sul, a população de bobcats (Lynx rufus) vem declinando devido à ingestão de rodenticidas, com evidência de mortes entre 2019 e 2023. A pergunta central é como essa poisonação afeta espécies sensíveis.
A população de bobcats de Kiawah era estável até 2019, quando três gatos morreram, incluindo uma fêmea que faleceu durante o parto. Autópsias mostraram traços de rodenticidas no sangue e no fígado de todos os animais testados. Hoje a população é estimada em menos de 20 indivíduos.
Entre 2019 e 2023, outros 12 bobcats morreram, reduzindo a taxa de sobrevivência para 39%. Pesquisas indicam que todos os gatos testados tinham anticoagulantes no organismo, com alguns casos de intoxicação aguda. A pesquisa é liderada por Meghan Keating, da Clemson University.
A alimentação dos bobcats depende de roedores, o que aumenta a exposição aos venenos. A pesquisadora aponta que rara vez houve um teste com apenas um rodenticida positivo; há exposição a cocktail de compostos, o que eleva o risco e dificulta a gestão do problema.
Casos de zoonose semelhantes foram observados em caracais na região de Cape Town, África do Sul, com múltiplos rodenticidas detectados em fígado de apenas um animal. A exposição ocorre tanto pelo consumo direto de venenos quanto pela cadeia alimentar formada por presas infectadas.
A situação em Kiawah, onde a população é pequena e depende fortemente de roedores na dieta, pode não ser representativa de outras áreas, mas funciona como alerta. Cientistas destacam que os efeitos a longo prazo e de baixa dose permanecem pouco compreendidos.
Além de bobcats, a pesquisa internacional aponta risco para outras espécies predatórias, aves de rapina e várias cadeias da fauna. Estudos em Washington e Austrália mostram exposição generalizada e impactos potenciais na saúde, no comportamento e na sobrevivência.
Medidas regulatórias têm ganhado fôlego. Em março de 2026, a Austrália restringiu a venda de rodenticidas de segunda geração, seguindo exemplos de Canadá, EUA e Reino Unido. A mudança visa reduzir riscos a fauna urbana e silvestre.
Em Kiawah, comunidades locais lançaram o programa Bobcat Guardian, que incentiva evitar o uso de anticoagulantes. Em 2025, a Carolina do Sul restringiu o acesso a rodenticidas de segunda geração. A efetividade depende de implementação e educação pública.
Especialistas defendem métodos de manejo de pragas sem químicos agressivos, como o manejo integrado de pragas e armadilhas mecânicas. A pesquisa reforça a necessidade de mais estudos sobre o tema e de políticas públicas que protejam espécies vulneráveis.
A série de evidências aponta um quadro amplo: rat poisons chegam a várias espécies, com impactos potencialmente graves. Cientistas destacam a importância de reduzir o uso indiscriminado e de monitorar impactos em populações sensíveis.
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