- LineShine, de Shenzhen, lidera a lista Top500 como o computador mais poderoso do mundo, ultrapassando o El Capitan dos EUA pela primeira vez desde 2017.
- O LineShine é único por rodar inteiramente com CPUs, em vez de GPUs, e consome cerca de 42,2 megawatts de energia.
- O desempenho anunciado é de 2,198 exaflops, atingido no ranking divulgado nesta terça-feira.
- O El Capitan fica em segundo lugar; outros dois supercomputadores dos laboratórios nacionais dos EUA aparecem entre os primeiros, enquanto o Jupiter, da Alemanha, cai para quinto.
- O ranking traz máquinas de Itália, Suíça e Japão no Top 10. A União Europeia planeja investir €20 bilhões em gigafábricas de IA para avançar em computação de alto desempenho.
LineShine, supercomputador da China, assumiu o topo do ranking Top500, tornando-se o mais poderoso do mundo. O anúncio ocorreu nesta terça-feira, em meio à disputa tecnológica com os EUA. O sistema híbrido de Shenzhen venceu o El Capitan, de Califórnia, pela primeira vez desde 2017.
LineShine entra na lista com 2.198 exaflops, segundo o projeto Top500. A máquina funciona exclusivamente com CPUs, diferente de muitos modelos que utilizam GPUs para IA, e consome cerca de 42,2 megawatts de energia.
El Capitan, do Lawrence Livermore National Laboratory, em California, passou a ocupar a segunda posição. Duas outras máquinas norte-americanas permanecem entre as cinco primeiras, localizadas em laboratórios nacionais.
A lista também aponta perdas de posição na Europa e avanços de outros países: a Jupiter, da Alemanha, ficou em quinto lugar. Itália, Suíça e Japão completam o top 10. A Grã-Bretanha mantém 11 máquinas listadas, com Isambard-AI ocupando a vice-liderança entre elas.
Desempenho e participação internacional
Setonix, da Austrália, figura no 86º lugar, sendo o melhor entre as quatro máquinas do país. Nações da UE aparecem com planos para expandir capacidades de computação avançada.
Plano da UE para IA
No ano passado, a União Europeia anunciou um programa de cerca de €20 bilhões para construir instalações com supercomputadores capazes de sustentar modelos de IA de próxima geração. O objetivo é aproximar a Europa dos líderes globalmente.
Gigafábricas de IA e consumo de energia
As chamadas “gigafactories” de IA devem concentrar mais de 100 mil processadores, segundo o documento estratégico da UE. Instalações consumem grandes quantidades de água para resfriamento e devem priorizar energia verde, conforme autoridades europeias.
Observadores ressaltam riscos ambientais
Especialistas alertam que centros de dados de alta potência podem impactar metas climáticas, exigindo monitoramento rigoroso de consumo energético e de recursos hídricos.
Entre na conversa da comunidade