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Por que a indústria tecnológica quer reduzir o tempo de tela

AirPods com câmera podem permitir interação sem olhar para a tela, levantando debates sobre privacidade e o futuro da relação com dispositivos

BBC/ Serenity Strull/ Getty Images A collage of hands holding a pair of smart glasses and one holding a phone, by two open web windows of a man and a woman wearing smart glasses (Credit: BBC/ Serenity Strull/ Getty Images)
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  • A Bloomberg aponta que a Apple planeja AirPods com câmeras já no próximo ano, usadas para alimentar a assistente Siri e não para tirar fotos.
  • As câmeras seriam uma forma de interagir com o ambiente sem olhar para a tela, abrindo possibilidades de uso e controle de dispositivos por visão.
  • O movimento acontece em meio a investimentos de grandes empresas em óculos inteligentes e outros wearables, que podem reduzir a dependência de telas.
  • Equipamentos como os óculos inteligentes da Snap e da Meta já estão no mercado, mas levantam questões fortes de privacidade.
  • Especialistas destacam dois cenários: uso mais fluido da IA e da interação homem-mmáquina, ou um aumento do tempo de envolvimento com tecnologia mesmo sem telas.

A Apple pode lançar AirPods com câmeras embutidas já no próximo ano. Segundo a Bloomberg, as lentes não serviriam para tirar fotos, mas coletariam informações do ambiente para alimentar a assistente Siri, abrindo caminhos para interação sem olhar para a tela. A Apple ainda não comentou o assunto.

A notícia se insere em um movimento mais amplo no setor de tecnologia. Grandes empresas trabalham em uma linha de dispositivos vestíveis que reduziriam a dependência de telas para interagir com computadores, como óculos inteligentes e pendentes de IA.

Especialistas apontam duas visões possíveis: uma relação mais suave entre pessoas e tecnologia, com menor invasão de privacidade, ou um aumento da presença tecnológica no cotidiano. Ainda assim, a discussão gira em torno de mudanças no hábito de uso.

Visão de futuro

A Snap lançou recentemente os óculos inteligentes Specs, com IA embarcada e preço alto. Os modelos pesam mais que concorrentes, mas prometem funcionamento independente de smartphones. A empresa diz que o dispositivo pode abrir uma nova era na computação.

Os Specs trazem telas nos lentes, algo comum em alguns modelos de óculos de Meta, mas sem substituir a visão natural de quem usa. A ideia é sobrepor informações ao que o usuário vê, sem depender do celular.

Apesar do potencial, o mercado de óculos inteligentes enfrenta críticas de privacidade. Usuários e especialistas apontam que câmeras embutidas podem facilitar assédio e gravação não autorizada, mesmo com indicadores de gravação ativos.

Privacidade em jogo

A Meta está avançando com linhas de óculos que já venderam milhões de unidades, incluindo modelos a preços variados. Relatos de uso indevido levantam preocupações sobre vigilância no cotidiano.

Em paralelo, a indústria pondera opções de áudio, que não utilizariam câmeras, como alternativa que reduz riscos de privacidade. Enquanto isso, a companhia de Steve Jobs, reconhecida por enfatizar a privacidade, observa o caminho de produtos com IA.

A discussão sobre a substituição de telas por dispositivos vestíveis permanece em aberto. Analistas ressaltam que a smartphone ainda está fortemente enraizado na vida pública, apesar do interesse crescente por experiências sem olhar para uma tela.

Perspectivas e perguntas

Especialistas destacam que as inovações poderiam permitir interações baseadas em voz, gestos e contexto, por meio de câmeras ou sensores embarcados. A viabilidade depende de regras de privacidade, aceitabilidade do público e custo.

Se as mudanças ocorrerem, a vida diária poderia ganhar novos formatos de uso de tecnologia. O impacto na rotina, na produtividade e nas relações com dispositivos ainda depende de adoção pelo mercado e de regulações.

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