- A Anses optou, em julho de dois mil vinte e cinco, por não réautorizar a comercialização de 17 produtos que contêm cobre.
- Nesta terça-feira, a justiça administrativa de Melun rejeitou o recurso de Industrias Químicas Del Vallés, fabricante espanhol, contra essa decisão.
- O caso envolve também a France Vin Bio, a Confédération nationale des AOC viticoles e o sindicato FNSEA, que cobraram a suspensão das restrições.
- A decisão não julga o mérito da disputa, apenas negou a suspensão de execução, mantendo a decisão da Anses para não reautorizar os produtos.
- Alegou-se que o cobre é amplamente utilizado na viticultura, para combater o mildiou, e que a empresa poderia representar até trinta por cento do faturamento no mercado francês, argumento rejeitado pela autoridade sanitária.
A Justiça administrativa rejeitou o recurso de um fabricante espanhol de pesticidas contra a decisão da Agência Nacional de Segurança Sanitária Francesa (Anses) de não reautorizar a venda de produtos que contenham cobre. A decisão foi proferida pelo Tribunal Administrativo de Melun, na França, na terça-feira.
O recurso foi apresentado pela Industrias Químicas Del Vallés, fabricante de pesticidas, e contou com apoio da France Vin Bio, da Confédération Nationale des AOC Viticoles (CNAOC) e do sindicato FNSEA. Eles buscavam suspender a decisão da Anses, que não reautorizou 17 produtos com cobre desde julho de 2025.
A Anses, em julho de 2025, decidiu não reautorizar a comercialização de 17 produtos à base de cobre, alegando insuficiência de dados para excluir riscos aos trabalhadores agrícolas. A medida entraria em vigor a partir de 2027, impactando o uso de bouillie bordelaise, usado na viticultura.
Segundo a Anses, as evidências apresentadas para sustentar a baixa absorção de cobre nas diluições propostas não eram mais consideradas pertinentes pela agência. A decisão de Melun não analisa o mérito da matéria, apenas rejeita o recurso apresentado pela indústria.
O presidente da France Vin Bio, Sébastien David, afirmou que a decisão não encerra o debate e que as associações pretendem manter a contestação para garantir acesso a meios de lucha contra pragas na vinha. A entidade diz defender produtores europeus diante das restrições.
Entre na conversa da comunidade