- Temperaturas superiores a 40°C desde 22 de junho provocam mortes massivas de aves na França ocidental, segundo a Reuters.
- A perda é estimada em centenas de milhares de aves, em granjas abertas e fechadas; ainda não há contagem oficial precisa.
- Agricultor Clement Blanchard informou que cerca de 700 frangos morreram em poucos dias, frente à média de 1 a 2 por dia.
- Criador Stéphane Delapré relatou que, no dia 22 de junho, aproximadamente metade de suas 17.600 aves pereceu.
- Autoridades agrícolas reconhecem mortalidades expressivas em Bretanha e Pays de la Loire e autorizaram enterro no local até 1º de julho, por sobrecarga dos serviços de coleta de animais.
- Observação veterinária indica que aves não possuem glândula sudorípara e dissipam calor principalmente pela respiração, tornando-as altamente sensíveis a altas temperaturas.
O que aconteceu é uma onda de calor extrema na França ocidental que, desde 22 de junho, causou a morte de centenas de milhares de aves em granjas de diferentes regiões. A temperatura tem passado de 40°C, segundo agências meteorológicas, ajudando a provocar o rápido crescimento de mortalidades no setor avícola. A situação foi reportada pela Reuters e ampliada por outras agências nacionais.
Quem está envolvido inclui produtores avícolas como Clement Blanchard, de Saint-Andre-Goule-d’Oie, e Stéphane Delapré, de Beauvoir-sur-Mer. Ordens técnicas e organismos do setor, como a ANVOL, estimam perdas significativas, com números ainda não consolidados. A Câmara de Agricultura de Brittany e Pays de la Loire também reconhece as mortes em mais da metade do plantel nacional de aves.
Quando e onde ocorreram os fatos apontam para a semana de 22 a 25 de junho na França ocidental. Regiões afetadas incluem Brittany, Pays de la Loire e Normandy. Autoridades permitiram, de maneira excepcional, que produtores enterrem animais diretamente na granja até 1º de julho, devido à sobrecarga de serviços de coleta.
Desdobramentos e respostas
As granjas enfrentam mortalidades tanto em instalações cobertas quanto ao ar livre, com relatos de quedas abruptas na produção. A temperatura elevada acelera a respiração dos animais, aumentando o risco de sufocamento, segundo veterinários do setor. Entidades regulatórias acompanham a situação e orientações são emitidas para manejo de calor.
Segundo especialistas, a canícula intensifica o estresse térmico em aves, que não possuem glândas sudoríparas e dissipam calor pela respiração. A situação pode exigir ajustes emergenciais de ventilação, alimentação e manejo veterinário para reduzir novas perdas. Equipes técnicas permanecem em alerta.
Entre na conversa da comunidade