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Por que a Copa do Mundo não tem musas nas transmissões

Edição de 2026 sinaliza mudança editorial: transmissões evitam musas e reduzem closes sexualizados, em meio a críticas ao machismo persistente

Larissa Riquelme durante o jogo entre Paraguai e Espanha na Copa do Mundo de 2010
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  • A reportagem afirma que esta Copa não tem as “musas” nas transmissões como aconteceu no passado, citando Larissa Riquelme de 2010 como exemplo.
  • Historicamente, as câmeras priorizavam mulheres com traços específicos, em closes que reforçavam o papel de objeto sexual; o texto vê nisso machismo.
  • Em dois momentos recentes houve intervenção: em 2018, a FIFA pediu a emissoras que moderassem a “câmera pervertida”; em 2022, Ivana Knoll foi apontada como musa da Copa do Qatar.
  • A edição de 2026 é apresentada como mais editorialmente consciente, com closes menos padronizados, incluindo casos como as gêmeas portuguesas Maria e Matilde Neiva.
  • A FIFA não respondeu se houve mudança oficial nas diretrizes, mas o texto afirma que o machismo persiste e que mulheres passam a ocupar mais espaços no futebol, sem permanecerem como objetos.
  • Larissa Riquelme está na Copa, formada em jornalismo, cobrindo a campanha da seleção paraguaia.

Desde 2010, transmissões de Copas do Mundo costumaram destacar “musas” nas arquibancadas, exaltando sorrisos e decotes. A prática ganhou notoriedade com Larissa Riquelme, estrela paraguaia lembrada na África do Sul e no Brasil em 2014. A discussão sobre esse formato volta a ganhar dimensionalidade.

Relatos históricose apontam um padrão de close constante em mulheres na torcida, com ênfase visual que reforçava estereótipos de gênero. Críticas ao machismo nas imagens foram ganhando espaço no debate público e entre profissionais da imprensa. O tema permanece relevante para transmissões esportivas.

Para a edição de 2026, surgem sinais de transformação editorial. As atenções parecem mais dispersas entre diferentes perfis, sem foco único em estética feminina. Ainda assim, não há confirmação oficial de mudanças nas diretrizes da FIFA sobre a prática de câmera pervertida.

Mudanças em pauta e casos recentes

A presença de artistas e figuras públicas nos shows de transmissão acompanha uma evolução gradual. As gêmeas portuguesas Maria e Matilde Neiva ganharam visibilidade durante partidas contra a Colômbia, com reacendro de discussões sobre representatividade. A influência das imagens de televisão é citada como diferente da era anterior.

A FIFA não confirmou alterações formais nas diretrizes de transmissão, e o órgão não respondeu a questionamentos sobre o tema. O debate sobre objetificação, porém, continua presente entre equipes de imprensa e organizações de defesa de igualdade.

Larissa Riquelme permanece associada à história recente da Copa do Mundo. A ex-musa evoluiu para carreira em jornalismo e acompanha a Copa como profissional de imprensa, destacando a cobertura da seleção paraguaia.

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