- Trump fará um comício noturno no National Mall, em Washington, para celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos, com cercas e forte aparato de segurança.
- As celebrações do feriado pelo país incluem Filadélfia, com cupcakes gratuitos e show de música; e Nova York, com veleiros de várias partes do mundo.
- A festa em Washington promete ser “o mais espetacular comício de Trump”, com sobrevoos militares e grande queima de fogos.
- O local foi cercado por atrações da feira Freedom 250, gerida pelo governo de Trump, que gerou críticas por ter viés político e por ter afastado artistas e delegações de estados democratas.
- Pesquisa da Reuters/Ipsos aponta que a maioria dos norte-americanos vê os eventos do 250º aniversário como excessivamente políticos.
Donald Trump anunciará o 250º aniversário dos Estados Unidos com um comício político no National Mall, em Washington. O evento ocorre neste sábado (4), marcado por cercas de segurança, em meio a críticas de divisibilidade.
O ataque de Trump à celebração mistura tom oficial e campanha. O ex-presidente descreveu o comício noturno como o “mais espetacular” da campanha, com sobrevoos militares e grande queima de fogos.
A celebração de 4 de julho em Washington costuma atrair centenas de milhares, porém neste ano há medidas de segurança mais rígidas, possibilidade de tempestades e calor acima de 38 °C.
Na cidade, a programação inclui ainda desfiles e atividades públicas, com o histórico de 4 de julho frequentemente marcado por eventos oficiais e manifestações.
Controvérsias e organização
Um órgão criado em 2016 para o 250º aniversário foi amplamente marginalizado pelo grupo Freedom 250, apoiado por Trump, que cercou grande parte do National Mall para uma feira com atrações conservadoras.
Governadores democratas esvaziam delegações, e vários artistas desistiram por temores de partidarismo, reduzindo parte da programação oficial do evento.
Várias atividades da marca Freedom 250 incluem comício religioso e esportes, como lutas de artes marciais mistas nos jardins da Casa Branca e uma corrida de IndyCar prevista para agosto.
A organização também apoiou os “Freedom Trucks”, criticados por promoverem uma visão religiosa da história norte‑americana e por minimizar temas como escravidão e injustiça racial.
Opinião pública e repercussões
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos aponta que a maioria dos estadounidenses vê os eventos como excessivamente políticos, com apoio de três quartos de democratas e metade de republicanos.
Com persistência de críticas aos custos e à polarização, o calendário de celebrações nacionais permanece em debate, enquanto as autoridades avaliam impactos logísticos e de segurança.
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