- Estudo publicado na Astronomy & Astrophysics aponta que a Terra pode sobreviver à transformação do Sol em gigante vermelha, em cerca de cinco bilhões de anos.
- Até então, a visão dominante era de que a Terra seria engolida pelo Sol; a pesquisa oferece uma possibilidade de órbita externa se manter.
- O Sol perderá massa durante o estágio de gigante vermelha, o que pode fazer a órbita terrestre se afastar o bastante para evitar a fusão com o envelope estelar.
- Observações da gigante vermelha L2 Puppis, a aproximadamente 209 anos-luz da Terra, sustentam a ideia de afastamento orbital suficiente para a sobrevivência da Terra.
- O destino final ainda é incerto: Mercúrio e Vênus devem ser engolidos; Marte pode se aquecer e migrar, mas não há conclusão definitiva sobre a Terra.
A Terra pode não ser engolida pelo Sol quando este se tornar uma gigante vermelha, conforme um estudo recente. A pesquisa aponta que, ao longo de cerca de 5 bilhões de anos, fatores como perda de massa solar e dissipação de marés podem afastar a órbita terrestre, aumentando as chances de sobrevivência.
O estudo, publicado na Astronomy & Astrophysics, revisita a visão dominante de que a expansão solar engolaria a Terra. Novos modelos sugerem que a dissipação de marés pode ser menos eficiente e a perda de massa do Sol, maior, favorecendo o recuo orbital do planeta.
Segundo os autores, a Terra já enfrenta mudanças no futuro próximo de sua órbita devido ao aumento de luminosidade do Sol, o que pode tornar a superfície inabitável em até dois bilhões de anos. Contudo, o desfecho final permanece incerto.
A pesquisa compara três efeitos concorrentes: perda de massa solar, dissipação de marés e atração gravitacional do envelope estelar. A conclusão é que o recuo orbital pode, em teoria, compensar o empuxo que levaria à destruição.
Caso a Terra escape do mergulho no gás estelar, outros conteúdos do sistema solar sofrem impactos distintos. Mercúrio e Vênus seriam engolidos; Marte ganharia calor, mas manteria órbita estável; os gigantes gasosos teriam seus satélites reorganizados.
- A pesquisa traz novas estimativas de como punhados de variáveis estelares influenciam a órbita planetária durante a transição para gigante vermelha. Observações de estrelas semelhantes ajudam a calibrar os modelos.
- Observações de L2 Puppis, uma gigante vermelha a cerca de 209 anos-luz, servem de referência para entender a perda de massa do Sol e o efeito na órbita terrestre, segundo a equipe de pesquisa.
Mesmo com o cenário otimista, o destino da Terra segue incerto. Pequenas variações em ventos estelares ou pulsos térmicos finais podem alterar o equilíbrio entre dissipação de marés e perda de massa.
Enquanto isso, o destino de Mercúrio e Vênus permanece claro: serão engolidos pela expansão solar. Marte pode migrar e evitar destruição física, em uma trajetória menos definida que a da Terra.
Os grandes planetas externos terão órbitas redesenhadas, com possíveis impactos em luas geladas. Eventos de aquecimento podem briefly criar oceanos líquidos em luas como Europa e Encélado.
Este material foi originalmente veiculado pelo WIRED Italia e traduzido para o português. Credita-se a fonte para consulta adicional.
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