- Taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, segundo o IBGE.
- O índice recuou 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,1%) e 0,4 ponto na comparação anual.
- O número de desempregados caiu para 5,9 milhões, uma redução de 718 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.
- A população ocupada atingiu 103,1 milhões, com aumento de 1,08 milhão de trabalhadores no trimestre.
- O nível de ocupação subiu para 58,8% da população em idade de trabalhar.
- O número de desalentados caiu para 2,3 milhões, redução de 14,7% em relação ao trimestre anterior.
- O rendimento médio real ficou em R$ 3.738, estável no trimestre e 2,8% maior do que há um ano.
- A taxa de subutilização da força de trabalho foi estimada em 12,9%.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho de 2026, o menor patamar da série desde 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice recuou 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em março, quando estava em 6,1%, e ficou 0,4 ponto abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (5,8%).
A redução da desocupação foi acompanhada pelo aumento do número de pessoas trabalhando. A população ocupada chegou a 103,1 milhões, alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,08 milhão de trabalhadores. Na comparação anual, o avanço foi de 742 mil pessoas ocupadas.
Já o número de desempregados caiu para 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 10,9% frente ao trimestre anterior, o que representa 718 mil pessoas a menos procurando trabalho. Em relação ao mesmo período de 2025, a queda foi de 6,3%, com menos 392 mil desocupados.
👷🏻Diferença entre pessoas desempregadas e taxa de desemprego👷🏻
Pessoas desempregadas indicam o número total de indivíduos sem trabalho que buscam uma vaga, enquanto a taxa de desemprego é o percentual dessas pessoas em relação ao total da força de trabalho
O nível de ocupação — percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão empregadas — subiu para 58,8%, avanço de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento. O contingente de pessoas que desistiram de procurar emprego caiu para 2,3 milhões, redução de 14,7% na comparação trimestral e de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
O rendimento real habitual dos trabalhadores permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, em R$ 3.738, mas registrou alta de 2,8% na comparação anual.
Outros destaques da pesquisa
- População fora da força de trabalho: 66,5 milhões, estável frente ao trimestre anterior e alta de 1,5% em um ano;
- Empregados com carteira assinada no setor privado: 39,4 milhões, estáveis nas comparações trimestral e anual;
- Empregados sem carteira assinada: 13,6 milhões, alta de 2,2% frente ao trimestre anterior (mais 288 mil pessoas) e estabilidade em um ano;
- Empregados do setor público: 13 milhões, crescimento de 2,6% no trimestre e estabilidade na comparação anual;
- Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões, sem variações estatisticamente significativas em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025.
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