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STF autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência

Investigação visa apurar suposta atuação do filho de Lula em favor de um lobista no Ministério da Saúde

Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula. | REUTERS/Jamil Bittar
Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula (Crédito: Reuters/Jamil Bittar)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeita de atuação irregular para favorecer um lobista em negócios no Ministério da Saúde.

Procurada, a defesa de Fábio Luís afirmou que não pode avaliar a legalidade do inquérito porque ainda não teve acesso aos autos. Segundo ele, antes de qualquer conclusão é preciso esclarecer por que o caso está sob competência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeita de atuação irregular para favorecer um lobista em negócios no Ministério da Saúde.

Na semana passada, a PF havia pedido a abertura de inquérito contra Fábio Luís, conhecido como “Lulinha”, por crimes de tráfico de influência e corrupção para atuar em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes em negócios na pasta.

Uma das linhas de investigação apura se o filho do presidente teria atuado para abrir portas no ministério em favor do grupo do empresário em um negócio de medicamento à base de canabidiol no governo. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o inquérito contra Fábio Luís ainda não foi aberto formalmente.

Procurada, a defesa de Fábio Luís afirmou que não pode avaliar a legalidade do inquérito porque ainda não teve acesso aos autos. Segundo ele, antes de qualquer conclusão é preciso esclarecer por que o caso está sob competência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa sustenta que uma nova investigação, distinta da Operação Sem Desconto, reforçaria que não foi encontrada qualquer ligação entre Fábio Luís e as fraudes no INSS. O advogado afirma que seu cliente nunca teve relação com o esquema investigado.

Suguimori também disse suspeitar de uma possível ilegalidade caso uma nova apuração tenha sido aberta apenas por não terem sido encontradas provas na investigação anterior. Segundo ele, isso poderia configurar uma “pescaria probatória” — quando novas linhas de investigação são abertas na tentativa de encontrar elementos incriminatórios — prática que classificou como ilegal e de possível motivação política.

+ Lula confirma negativa de visto a autoridades dos EUA

Investigações contra Lulinha

No início do ano, Mendonça, que também é relator do inquérito que investiga as fraudes do INSS, já havia acatado um outro pedido da PF e determinado como quebras dos sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Fábio Luís. A investigação apura ​a suspeita de ⁠que Lulinha teria recebido ​pagamentos indevidos no âmbito de um esquema de descontos ⁠irregulares de pensionistas do INSS também envolvendo Camilo Antunes.

O empresário, conhecido como “careca do INSS”, é apontado como um dos principais responsáveis ​​pelo esquema de desvios milionários de recursos de aposentadorias e pensões do INSS, descobertos pela PF na Operação Sem Desconto.

(Com informações da Reuters)

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