- Corte constitucional do Equador determinou que a Chevron pague 9,5 bilhões de dólares em danos por poluição nos rios e estuários de duas províncias amazônicas, encerrando o litígio após quase duas décadas.
- Câmeras de armadilhas mostraram animais bebendo e vida selvagem na Milpuj La Heredad, floresta seca particular no norte do Peru, em área entre 1800 e 2500 metros de altitude.
- Criadores de gado na Bolívia protegem jaguars em San Miguelito Jaguar Conservation Ranch, contrastando com a tendência de expansão pecuária na região.
- O mico-tití-caquetiense, encontrado na Colômbia, está classificado pela IUCN como criticamente em perigo, com área de habitat cada vez menor e desmatamento avançando.
- Em Camanti, no sul do Peru, mineração e ganância por terras ameaçam as nascentes do território, com centenas de concessões concedidas ou em processo.
A ordem judicial mais relevante desta semana envolve a Chevron no Equador, onde o Tribunal Constitucional determinou o pagamento de 9,5 bilhões de dólares em danos decorrentes de poluição no ecossistema amazônico. A decisão encerra a possibilidade de recurso da empresa no caso.
Entre os destaques, comunidades locais celebram uma vitória histórica após quase 25 anos de processo movido por 30 mil pessoas, que acusam a empresa Texaco de lançar bilhões de galões de água tóxica em rios e estuários de duas províncias amazônicas.
Paralelamente, registros de câmeras armadas em Milpuj La Heredad, no norte do Peru, mostram aves, coelhos, onças-pardas e pacas bebendo em uma fonte de água, em área protegida de selva seca situada entre 1800 e 2500 metros de altitude.
Peru: proteção de áreas naturais é aplicada em meio a riscos
A reserva privada Milpuj La Heredad passou a abrigar medidas para reduzir mortes de animais que cruzam estradas próximas, com instalação de fonte de água e de uma área de sal mineral para atrair a fauna local.
No leste da Bolívia, uma fazenda de San Miguelito Jaguar Conservation Ranch mantém postura de proteção à jaguar, contrastando com a tendência de expansão da pecuária na região. Dados de 85 ranchos na província de Santa Cruz indicam 347 felinos mortos por conflitos com gado entre a última década.
Colombia: área do mico-caquetense permanece sob risco crítico
O habitat do mico-caquetense, na Amazônia colombiana, representa apenas 0,83% da região amazônica do país, estimado em 4029 km². Apenas 20% desse território é floresta, com avanço acelerado de desmatamento.
Definição como Crítico pela IUCN ocorreu logo após a espécie ter sido descoberta, elevando a atenção internacional para a conservação da espécie.
Peru: exploração de ouro ameaça nascentes da região de Camanti
Em Cusco, a criação da Floresta Protegida de Camanti não impediu a construção de lavras e atividades agropecuárias que atingem as nascentes. Até março, 439 concessões de mineração ocupam quase 1,5 milhão de hectares, com 185 já concedidas e 225 em processo.
As autoridades locais ressaltam a importância das nascentes para o abastecimento hídrico da região e como a pressão de atividades extrativas impacta ecossistemas.
Baixa de vídeos mostra orangotango defendendo a floresta
Um vídeo divulgado recentemente por uma organização de bem-estar animal registra um orangotango defendendo seu território diante de máquinas de demolição na floresta de Borneo. A cena reacende o debate sobre conservação de habitats.
Os relatos acima reapresentam uma visão panorâmica das recentes notícias ambientais na América do Sul e na região amazônica, incluindo ações judiciais, conservação de espécies e desafios de uso do solo.
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