- Autobiografia de Richard Feynman, publicada no Brasil em 1985, com o título Só Pode Ser Brincadeira, Sr. Feynman!, mistura ciências e humor.
- O livro apresenta as aventuras do físico, incluindo passagens do Brasil na década de cinquenta, onde lecionou no Rio de Janeiro e enfrentou o português e o foco da pesquisa brasileira.
- Feynman participou do Projeto Manhattan; narra momentos no deserto de Los Alamos, incluindo a experiência de observar a luz ultravioleta durante o teste da bomba.
- O texto relata que, em 1965, ele ganhou o Prêmio Nobel de Física, recebendo a notícia de madrugada.
- Feynman morreu em 1988, aos 69 anos, de duas formas raras de câncer, e deixou as últimas palavras: “Eu odiaria morrer duas vezes. É tão tedioso.”
Richard Feynman ganha autobiografia publicada no Brasil, revisitando a vida do físico vencedor do Nobel. O livro de 1985, embora trate de física quântica, apresenta narrativas picarescas e humor que mesclam ciência e curiosidades da personalidade do pesquisador.
A obra, intitulada de forma bem-humorada, revela as peripécias do cientista em diversas fases da carreira. Entre elas, a participação no Projeto Manhattan, años de atuação acadêmica e viagens que marcaram sua trajetória. O tom é de memórias, com foco em momentos inusitados e uma visão crítica sobre certos aspectos da educação.
Biografia recontada com humor e ciência
Em Princeton, Feynman surpreendeu-se com a presença de grandes nomes da física, o que reforçou a ideia de que o estudo rigoroso não exclui improviso e curiosidade. A narrativa também aborda episódios marcantes durante o envolvimento com o Projeto Manhattan, incluindo experiências no deserto durante testes da bomba.
Na década de 1950, o físico passou temporadas no Brasil, lecionando no Rio de Janeiro. O contato com César Lattes e a interação com a comunidade científica local fazem parte do relato, assim como as dificuldades de aprender português e a tentativa de adaptar a prática didática ao ambiente brasileiro.
A obra também retrata o retorno ao cotidiano acadêmico, debates sobre métodos de ensino e avaliações sobre o sistema educacional. O tom crítico não apaga o reconhecimento pela paixão pela ciência, pela didática envolvente e pela curiosidade que marcavam o trabalho de Feynman.
Richard Feynman faleceu em 1988, aos 69 anos, após luta contra o câncer. A biografia permanece como registro da vida de um cientista que combinava rigor técnico, senso de humor e uma visão singular sobre o conhecimento humano.
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