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Peyronie: entenda a doença que causa curvatura peniana

Doença de Peyronie afeta até 11% dos homens com pênis no Brasil, pode causar disfunção erétil e redução de até 8 cm, com opções clínicas e cirúrgicas

Doença de Peyronie tem como principal sintoma a encurvação do pênis — Foto: Getty Images
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  • A Doença de Peyronie afeta até 11% das pessoas com pênis no Brasil e pode causar disfunção erétil, estreitamento e redução do tamanho do órgão.
  • A doença é causada por fibrose no corpo cavernoso; a curvatura ocorre quando a fibrose atinge mais de um lado do pênis, e nem sempre o sintoma principal é o “pênis torto”.
  • Em 96% dos pacientes há curvatura; 68% relatam dor; em cerca de um terço das vias, as estruturas fibrosas podem calcificar, tornando-se rígidas.
  • Fatores de risco: homens com mais de quarenta anos, diabéticos, quem passou por cirurgia de próstata ou teve longos períodos de desuso peniano; pode haver pênis curvo congênito desde o nascimento.
  • Tratamentos: clínico (extensor peniano, bomba de vácuo, ondas de choque de baixa intensidade, vitaminas e antioxidantes) em casos leves; cirúrgico para alinhar o pênis (envolve enxertos, prótese peniana ou reconstrução); há tratamento com medicamento injetável em outros países, indicado apenas para casos específicos e com eficácia ainda discutível.

A Doença de Peyronie, fibrose no corpo cavernoso do pênis, pode provocar estreitamento, disfunção erétil e encurvamento do órgão. Estima-se que atinja até 11% dos homens com pênis no Brasil, conforme dados da sociedade médica especializada. Em muitos casos, a curvatura ocorre de forma assimétrica, dependendo de quais áreas são afetadas.

Entre os sinais, a curvatura é o retrato mais conhecido, mas nem sempre aparece de forma igual em todos os pacientes. Em 68% dos casos, a dor é o principal sintoma; em 96%, a curvatura é observada. Cerca de um terço pode ocorrer calcificação das estruturas fibrosas.

As causas costumam estar associadas a microtraumas durante atividades sexuais ou Ereções noturnas, quando o pênis pode sofrer fissuras na parede interna. Idade acima de 40 anos, diabetes, cirurgia de próstata e histórico de disuso peniano elevam o risco.

Causas e fatores de risco

Pacientes com maior propensão incluem aqueles com uso prolongado de disfunção erétil, além de casos de pênis curvo congênito em que há desproporção entre os corpos cavernosos e a uretra.

Opções de tratamento

O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. Em quadros leves, modalidades como extensores penianos, bombas de vácuo, ondas de choque de baixa intensidade, vitaminas e antioxidantes podem ser usadas com eficácia limitada.

Em situações mais graves, a intervenção cirúrgica busca alinhar o pênis, por meio de encurtamento de um lado ou alongamento do outro, com opções que vão desde enxertos até prótese peniana. Em casos selecionados, a reconstrução completa pode ser indicada.

Tratamentos com medicamentos injetáveis aplicados fora do Brasil visam dissolver a fibrose, mas permanecem discutidos quanto à eficácia e costumam deixar hematomas locais; a indicação é restrita a situações específicas.

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