- A Anvisa aprovou o Wegovy, injeção semanal de semaglutida para obesidade, ainda sem data definida de chegada ao Brasil.
- O medicamento aumenta a saciedade e reduz o apetite, indicado para pessoas com IMC igual ou superior a 27 kg/m², com acompanhamento médico e dieta balanceada.
- O Ozempic, também com semaglutida, é usado para diabetes tipo 2 e vem sendo prescrito off label para obesidade, mediante decisão médica e consentimento do paciente.
- As doses do Wegovy chegam até 2,4 mg por semana; o Ozempic mantém faixas de 0,25, 0,5 e 1,0 mg para diabetes.
- No programa STEP, pacientes que usaram Wegovy tiveram perda média de peso de 17% em 68 semanas, contra 2,4% no grupo placebo.
A Anvisa aprovou, pela primeira vez, o uso de uma injeção semanal para tratamento da obesidade. O medicamento, chamado Wegovy, tem a semaglutida como princípio ativo e é o primeiro liberado no Brasil com objetivo exclusivo de perder peso. Ainda não há data definida para chegada ao país, segundo a farmacêutica Novo Nordisk.
A semaglutida atua como análogo ao GLP-1, hormônio intestinal. Em obesidade, a droga aumenta a saciedade, reduz o apetite e inibe a lipogênese, conforme explica a nutróloga Patricia Cavalcante. A caneta injetável Wegovy é indicada para IMC acima de 27 kg/m2 em casos de sobrepeso ou obesidade.
A Anvisa recomenda associar o tratamento a exercícios físicos e alimentação balanceada. Profissionais já vinham prescrevendo a semaglutida de forma off label para perda de peso, com uso ainda não previsto na bula do Ozempic, medicamento para diabetes tipo 2 que também contém a mesma substância.
Wegovy e Ozempic: diferenças essenciais
Embora usem o mesmo princípio ativo, as dosagens variam. O Ozempic permanece com 0,25 a 1,0 mg por semana para diabetes, enquanto o Wegovy, voltado à obesidade, tem faixas que vão até 2,4 mg por semana. A maior dose ocorre em regimes específicos de obesidade.
A aprovação do Wegovy ocorreu com base no programa de ensaios STEP, que mostrou perda média de peso de 17% em 68 semanas entre usuários, contra 2,4% no grupo placebo. Esses resultados embasaram a decisão regulatória.
Especialistas ressaltam que, mesmo com a aprovação, o uso deve ocorrer mediante prescrição e acompanhamento médico. A obesidade é tratada como doença crônica, exigindo monitoramento frequente. Educação terapêutica e adesão ao tratamento também são relevantes.
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