- Um novo relatório alerta que aves marinhas do nordeste do Atlântico, incluindo papagaios-do-mar, enfrentam perda de áreas de nidificação e de presas devido ao aquecimento global.
- Estimativas indicam que o puffin pode perder cerca de 70% de seus locais de nidificação até o fim deste século, com impactos distintos para cada espécie.
- Medidas de conservação discutidas incluem realocação de sitios de nidificação, alimentação suplementar, incubação artificial, abrigo adicional, manejo de predadores e barreiras contra inundações.
- Na Irlanda do Norte, puffins em Rathlin Island sofrem com predadores invasivos; pesquisadores moveram parte da população para as Copelands, ilhas livres de invasores, para facilitar a reprodução.
- Os autores ressaltam que as ações devem considerar o contexto de cada espécie e que o relatório pretende oferecer ferramentas para planejamento e políticas de conservação.
Seabirds do NE Atlantic enfrentam pressão adicional com as mudanças climáticas. Um novo relatório aponta que pinguins, auk, garças e outras espécies podem perder parte relevante de seus ninhos e de fontes de alimento, agravando riscos existentes.
O estudo, conduzido pela Zoological Society of London (ZSL) e pela Universidade de Cambridge, avalia puffins e outras aves marinhas. Mostra que cada espécie enfrenta desafios únicos diante do aquecimento, mudanças de correntes e disponibilidade de presas.
Para proteger as espécies, os pesquisadores sugerem intervenções diversas. Entre elas estão o relocamento de áreas de nidificação, alimentação suplementar, incubação artificial e manejo de predadores.
Caso do Coast da Irlanda do Norte
Na primavera e no verão, visitantes observam puffins de bico alaranjado em Rathlin Island. Nos últimos anos, a população na ilha caiu devido à predação por ferrets e ratos, insetos que afetam diretamente a sobrevivência das aves.
Em resposta, conservacionistas zeram predadores invasivos em Copeland Islands, onde puffins passaram a repousar após a implementação de decoys e gravações sonoras. A medida visa atrair as aves a um local livre de predadores, com início de nidificação recente.
Ameaças adicionais e cenários futuros
Além da predação, as mudanças climáticas afetam sistemas marinhos e terrestres que os puffins utilizam. Pesquisas indicam que até o fim do século o alcance de nidificação pode recuar em torno de 70%, exigindo ações de adaptação e manejo de habitats.
Segundo os autores, ações como barreiras contra inundações ou lagos artificiais, quando viáveis, podem ajudar aves a enfrentar calor extremo e eventos climáticos adversos. Outras medidas incluem alimentação suplementar e proteção de criadouros.
Perspectivas e motivações
O estudo reforça que mudanças rápidas exigem planejamento de conservação baseado em evidências. O objetivo é oferecer ferramentas para que gestores decidam, de forma contextual, quais ações são mais eficazes para cada espécie.
Especialistas destacam que, embora o panorama seja desafiador, algumas estratégias já mostraram resultados positivos em áreas específicas. A cooperação entre ciência, políticas públicas e comunidades locais é essencial para ampliar a resiliência das aves marinhas.
Entre na conversa da comunidade