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Brasil registra maior apreensão de barbatanas de tubarão, quase 29 t

Apreensão histórica no Brasil: quase 29 toneladas de barbatanas de tubarão, originadas de cerca de 10 mil tubarões, apontam pesca ilegal e risco à fauna marinha

Blue shark (Prionace glauca) off southern California. Image by Mark Conlin/NMFS via WIkimedia Commons (public domain).
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  • Quase 29 toneladas de barbatanas de tubarão foram apreendidas neste mês no Brasil, apontando para suposta pesca ilegal e possivelmente a maior apreensão já registrada.
  • As barbatanas vinham de aproximadamente dez mil tubarões-azuis e tubarões-mako de barbatana curta, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
  • Uma empresa localizada no sul de Santa Catarina foi responsável por 98,5% da apreensão, ou 27,6 toneladas; outra empresa tentou exportar 1,1 tonelada no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
  • O IBAMA informou que abriu infrações e multas contra as duas companhias e investiga outras firmas pela prática ilegal relacionada à operação.
  • Organizações ambientais, como a Sea Shepherd Brasil, pedem o banimento do comércio de barbatanas e da carne de tubarão no país, citando consumo significativo de cação no Brasil.

A fiscalização ambiental brasileira resultou na apreensão de quase 29 toneladas de barbatanas de tubarão neste mês, em uma operação que a IBAMA classifica como o maior caso já registrado. A investigação aponta pesca ilegal e comércio irregular, com fins de exportação para a Ásia. Entre as espécies envolvidas estão o tubarão azul e o tubarão-serra-mako de cauda curta.

A maior parte das barbatanas, cerca de 27,6 toneladas, foi apreendida com uma empresa exportadora sediada no sul de Santa Catarina, responsável por 98,5% da carga. Outra empresa tentou exportar 1,1 tonelão no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O restante continua sob apuração pela IBAMA.

Operação e desdobramentos

Segundo a IBAMA, as barbatanas foram identificadas a partir do volume em comércio e levaram à investigação sobre origens, empresas vendedoras e navios envolvidos. A apuração percorreu toda a cadeia produtiva para verificar irregularidades. O órgão ressalta que não há consumo significativo de barbatanas no Brasil.

A empresa citada em imagens divulgadas pela IBAMA foi alvo de questionamentos. A Kowalsky, que negou as acusações, afirma que as barbatanas não são de espécies ameaçadas e são subprodutos de pescas autorizadas. A empresa diz ainda que o estoque apreendido pode ter até três anos de idade.

Contexto ambiental e regulatório

O tubarão-mako de cauda curta figura como ameaçado em nível internacional, segundo a IUCN, enquanto o tubarão azul é avaliado para inclusão em listas de risco. A prática ilegal de pesca de tubarões e a captura de outras espécies associadas prejudicam a fauna marinha, segundo autoridades ambientais.

Organizações ambientais cobram medidas mais rígidas para o comércio de barbatanas e de carne de tubarão. Em especial, há pedidos para restringir a importação e a venda de cação, para reduzir pressões sobre populações de tubarões e outras espécies de cartilaginosos. As autoridades brasileiras continuam as investigações para responsabilizar outras empresas envolvidas.

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