- A mineração de Bitcoin adiciona e verifica blocos na blockchain pública e também cria novos bitcoins como recompensa aos mineradores.
- O sistema usa prova de trabalho, que exige hardware de mineração caro, grande consumo de eletricidade e competição entre mineradores para resolver um problema criptográfico.
- O processo: o nó coleta transações, tenta criar um bloco, compete para resolver o problema, outro nó valida a solução e, se correta, o bloco é incluído na blockchain; o vencedor recebe bitcoins.
- A cada quatro anos ocorre o halving, redução pela metade da recompensa por bloco; em maio de 2020, a recompensa caiu de 12,5 BTC para 6,25 BTC.
- A mineração consome muita energia, já levou à relocação de operações para eletricidade mais barata e é alvo de críticas sobre sustentabilidade; os EUA passaram a ser o maior mercado desde 2021.
A mineração de Bitcoin é o processo que adiciona e verifica blocos de transações na blockchain pública e, ao mesmo tempo, cria novos Bitcoins. Ela garante a integridade da rede e incentiva a participação de mineradores ao redor do mundo.
O sistema utiliza a prova de trabalho, que exige hardware especializado e eletricidade significativa. Mineradores competem para resolver um quebra-cabeça criptográfico e são recompensados com Bitcoins recém-criados quando validam um bloco.
A ideia central, defendida por Satoshi Nakamoto, é manter a rede descentralizada e confiável sem depender de autoridades centrais. A cada bloco validado, as transações são confirmadas e a moeda é incentivada a seguir operando de forma estável.
Como funciona na prática
Um nó minerador coleta transações, monta um bloco e compete com a rede para resolver o problema criptográfico. O primeiro a encontrar a solução transmite o resultado, e os demais validam antes de incorporar o bloco à blockchain.
A recompensa por bloco reduz-se pela metade aproximadamente a cada quatro anos, em um evento conhecido como halving. Em 2020, a recompensa caiu de 12,5 para 6,25 BTC, e o processo continua até manter o ritmo de emissão.
O desempenho depende de muitos fatores, especialmente do custo da eletricidade e da eficiência do hardware. Inicialmente CPU, evoluiu para GPUs, e hoje predominam mineradoras ASICs dedicadas, que elevam a capacidade de hashing da rede.
Panorama global e impactos
Com a repressão à mineração na China a partir de 2021, muitos mineradores migraram para outros países, especialmente os EUA, que passaram a abrigar grande parte do hashrate mundial. A movimentação segue o custo da energia e a disponibilidade de infraestrutura.
A mineração consome grande energia, estimando-se dezenas de gigawatts em capacidade total. Defensores veem uso de energia excedente e fontes renováveis, enquanto críticos destacam a pegada de carbono. A indústria avalia transição gradual para modelos de consenso alternativos.
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