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Tráfego esperado de navios no porto LNG Canada pode elevar mortes de baleias

Estimativa aponta aumento de mortes de baleias com maior tráfego de navios no porto LNG Canada, sugerindo zonas de desaceleração

In September 2022, researchers at BC Whales, a Canadian research nonprofit studying cetaceans in the north of British Columbia province, gasped when they saw a drone image of a humpback whale known as Moon. Each summer, she regularly visited the many meandering waterways in the region with her calves, along with hundreds of other humpbacks, feeding in the food-rich, tranquil waters. But this time, she looked different.
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  • Um estudo prevê que, com a operação do terminal de LNG em Kitimat em 2030, dois baleias-cines finas e dezoito baleias-jubarte podem morrer por colisões com navios anualmente nas águas territoriais da Nação Gitga’at, no norte da Colúmbia Britânica.
  • As mortes devem subir para dois vezes e quatro vezes, respectivamente, em relação aos níveis atuais, com maior parte dos óbitos no mês de agosto, quando as baleias se reúnem na região.
  • O LNG Canada, com investimento de cerca de C$ 48 bilhões, exportará até vinte e seis milhões de toneladas métricas de LNG por ano e deve ampliar o tráfego de navios na região.
  • Pesquisadores sugerem medidas de mitigação como zones de desaceleração e redução da velocidade de grandes navios para até dez nós, especialmente em hotspots de baleias, além de limitar o tráfego de LNG em agosto.
  • Autoridades e comunidades locais, incluindo a Nação Gitga’at, ressaltam a necessidade de ações rápidas e transparentes para proteger as baleias diante do aumento do transporte marítimo.

No norte da Colúmbia Britânica, pesquisadores da BC Whales analisaram imagens de drone que mostraram Moon, uma baleia-jubarte, com a espinha torta e a metade traseira paralisada, possivelmente após colisão com navio. Moon, que costuma nadar com filhotes nos canais da região, pode ter morrido meses depois de sofrer a colisão, segundo o estudo.

A constatação aponta que colisões entre navios e baleias podem causar morte ou ferimentos graves, levando à desnutrição ou infecções. Em entrevista, o diretor científico da BC Whales afirmou que o caso de Moon traduz um destino pior do que a morte para a baleia.

O estudo recente, liderado por Eric Keen, aponta que, com o aumento do tráfego de navios nas vias de uso turístico em Prince Rupert e Kitimat, o risco de colisões tende a aumentar na região. A pesquisa foi publicada na revista Endangered Species Research.

Panorama e projeções

A pesquisa prevê que, até 2030, ocorram dois ataques fatais a baleias-fin e 18 jubartes anualmente nas águas territoriais da nação github Gitga’at e áreas vizinhas, aumentando significativamente as mortes comparadas ao cenário atual. A maioria das fatalidades deve ocorrer em agosto, período de concentração de baleias.

As águas da região abrigam baleias-fin, jubartes e orcas há milênios. A recuperação após a caça comercial, no século XX, tem sido gradual, com mais de 450 jubartes e pouco mais de 120 baleias-fin estimadas na região hoje. Baleias-fin são consideradas espécie ameaçada; jubartes, de especial preocupação.

O aumento do tráfego mundial de navios é apontado como a maior ameaça às baleias, superando em impacto outros riscos como redes de pesca e ruído subaquático. Estudos indicam que velocidades acima de 12 nós elevam o risco de mortes por colisão.

LNG Canada e impactos operacionais

O estudo compara o tráfego atual com cenários futuros após a entrada em operação do terminal de LNG em Kitimat, previsto para 2030. O projeto envolve um complexo exportador de gás natural liquefeito e promete milhares de empregos locais, além de receber fundos à comunidade Gitga’at.

Estimativas indicam que o terminal movimentará cerca de 350 navios adicionais por ano. A presença dessas embarcações elevá o tráfego na região e tende a aumentar os encontros entre navios e baleias. As autoridades discutem medidas de mitigação.

O modelo de risco sugere que reduzir a velocidade de grandes navios para 10 nós em áreas de baleias pode reduzir mortes. Uma zona de desaceleração ao redor de áreas críticas é defendida pela BC Whales como medida de proteção.

Medidas e recomendações

Os autores recomendam reduzir velocidades de passagem e estabelecer zonas de desaceleração principalmente em agosto, quando as baleias estão mais presentes. Há também propostas para reduzir ruídos subaquáticos e emissões associadas ao tráfego marítimo.

A comunidade Gitga’at participa de discussões sobre práticas de navegação seguras. A entidade relembra a importância de proteger as baleias em seu território e apela a medidas efetivas de mitigação com a indústria e autoridades.

O estudo ressalta que a mitigação exige ações rápidas, com avaliações contínuas de impacto ambiental. Instituições públicas e setores privados são orientados a considerar o custo ambiental frente aos benefícios econômicos do LNG.

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