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Cerro de Pasco: mineração provoca envenenamento que afeta cidade peruana

Cidade do interior andino enfrenta contaminação por metais pesados; água e solo excedem limites, impactando a saúde, especialmente de crianças

Cerro de Pasco, a city in Peru, has a mining history that dates back almost 400 years to the early Spanish colonial era. In recent decades, the extensive extraction of metals like lead, zinc, and silver has transformed the landscape, with a massive open-pit mine, around 300 meters deep, now overshadowing this city of 80,000 in the Peruvian Andes.
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  • Cerro de Pasco é uma cidade peruana a 4.300 metros de altitude, dominada por uma enorme mina a céu aberto com cerca de 300 metros de profundidade, em uma área de cerca de 80 mil habitantes.
  • A mineração envolve chumbo, zinco e prata, gerando poluição severa e altos níveis de metais tóxicos no solo e na água potável, levando a casos generalizados de intoxicação por metais pesados.
  • Estudos da organização Source International apontam que crianças apresentam níveis de chumbo até 43 vezes acima do limite aceitável; governos locais já declararam emergências ambientais e a relocação da cidade houve em 2008, mas não houve progresso.
  • A Volcan Mining Company passou a controlar as minas em 1999; ao longo do tempo, outras três empresas ocuparam a operação, e, em 2018, houve financiamento para um centro de tratamento de crianças afetadas, que não foi realizado.
  • Entre 2018 e 2023, a Source International registrou 140 violações de limites de metais pesados no país; a Volcan recebeu multa de cerca de US$ 3,5 milhões, e as empresas envolvidas não haviam respondido a perguntas até a última atualização.

Cerro de Pasco, cidade peruana a 4.300 metros de altitude, enfrenta uma crise de poluição associada à mineração. Grandes lavras a céu aberto concentram resíduos de metais pesados que contamina solo e água.

A cidade, com cerca de 80 mil habitantes, ficou sob o domínio de Volcan Mining (apoio de Glencore) desde 1999, sucedendo a empresas estatais e estrangeiras. A extração dominou o panorama local por décadas.

Relatos locais indicam que a exposição a chumbo e arsênio atinge crianças e adultos, com níveis acima dos limites recomendados. O problema persiste apesar de ações governamentais anunciadas ao longo dos anos.

Impacto ambiental e saúde

Relatórios de organizações internacionais apontam dezenas de violações de limites de metais pesados entre 2018 e 2023, principalmente em água, e menos em solo. Em 2008 houve tentativa de realocar a cidade por necessidade pública, sem efetividade até agora.

Casos médicos citados envolvem piora neurológica e desenvolvimento infantil prejudicado. Moradores descrevem medidas caseiras de tratamento da água, sem solução abrangente há anos.

O governo peruano classificou a situação como emergência ambiental em 2012 e 2017; em 2018 houve aporte de fundos para um centro de tratamento infantil, que não foi concluído. As empresas são alvo de fiscalização, com multas registradas.

A administração de Cerro de Pasco, além de enfrentar o avanço da mineração, tem enfrentado críticas sobre a atuação das empresas controladoras e a resposta estatal às necessidades da população. O tema continua em aberto para autoridades e moradores.

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