- Pesquisadores europeus mostraram que a diversidade de micro-organismos no intestino ajuda a impedir bactérias causadoras de Doenças, como Salmonella enterica e Klebsiella pneumoniae.
- Em testes in vitro e em camundongos, bactérias benéficas isoladas não bloqueavam patógenos sozinhas; ao acrescentar mais espécies benéficas (cinco, dez e até cinquenta), o controle sobre as vilãs aumentou.
- Para reduzir a multiplicação das bactérias nocivas, foi essencial que a mistura incluísse a espécie Escherichia coli, associada a outros micróbios.
- Os pesquisadores analisaram o DNA das bactérias para entender como elas produzem proteínas, descobrindo que as necessidades de produção de proteínas de bactérias benéficas e patogênicas se sobrepõem, sugerindo competição por nutrientes.
- A descoberta pode orientar o desenvolvimento de “fazendas de micróbios” no intestino, com o objetivo de proteger pessoas de infecções difíceis de tratar.
A equipe liderada por Kevin Foster, da Universidade de Oxford, em parceria com Olivier Cunrath, da Universidade de Estrasburgo, publicou os resultados na revista Science. O estudo investiga como a diversidade de microrganismos no intestino pode impedir bactérias patogênicas.
Os cientistas conduziram testes in vitro e, em seguida, em camundongos com microbiota controlada desde o nascimento. Objetivo: entender quais combinações de bactérias benéficas competem com patógenos por nutrientes e espaço.
Descobertas iniciais e abordagem
Resultados mostraram que bactérias benéficas isoladas não barravam Salmonella enterica nem Klebsiella pneumoniae. A proteção apareceu ao inserir várias espécies simultaneamente, chegando a 50 tipos no mix.
A presença de Escherichia coli entre as espécies amigas foi crucial para evitar a multiplicação dos patógenos. A interação parece relacionada à partilha de recursos de produção de proteínas.
Mecanismo e implicações
Os pesquisadores analisaram o DNA das bactérias para entender quais proteínas eram produzidas. Observou-se sobreposição entre as exigências de produção de proteínas de benéficas e patogênicas, sugerindo competição por nutrientes.
Essa dinâmica de competição reforçada com mais espécies sugere que comunidades microbianas estruturadas podem atuar contra infecções difíceis de tratar. Os resultados abrem a possibilidade de projetar “fazendas de micróbios” no intestino para proteção personalizada.
Entre na conversa da comunidade