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Telescópio na Terra captará imagens 50% mais detalhadas de buracos negros

EHT produzirá imagens de buracos negros com around 50% mais detalhes a partir da Terra, usando 0,87 mm de comprimento de onda, expandindo o alcance a alvos distantes

Antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), voltadas para a região Sul da nossa galáxia, a Via Láctea, localizadas a uma altitude de 5.000 metros no planalto Chajnantor, no deserto de Atacama (Chile), uma das instalações que fizeram parte do estudo
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  • A colaboração Event Horizon Telescope alcançou a maior resolução já obtida na Terra ao detectar radiação de centros de galáxias distantes via uma rede VLBI que inclui o Alma.
  • Em teste com comprimento de onda de 0,87 milímetro, as observações atingiram 19 microssegundos de arco, a maior resolução já obtida no planeta, ainda sem formar imagens completas.
  • Com o conjunto completo, a resolução deve chegar a 13 microssegundos de arco, o que permitiria ver uma moeda na Lua a partir da Terra e obter imagens cerca de cinquenta por cento mais detalhadas que as anteriores.
  • As melhorias poderão mapear buracos negros ainda desconhecidos e oferecer detalhes maiores sobre o gás ao redor desses objetos e seus jatos.
  • A colaboração envolve mais de quatrocentos pesquisadores de várias regiões do mundo, com o objetivo de criar um telescópio virtual do tamanho da Terra.

Cientistas da colaboração Event Horizon Telescope (EHT) alcançaram a mais alta resolução já obtida na superfície da Terra ao detectar radiação de centros de galáxias distantes. O feito usa uma rede global de observatórios conectados por antenas de rádio, com participação do ALMA e de outras instalações. A expectativa é que imagens de buracos negros fiquem 50% mais detalhadas, aproximando-se do que seria ver uma moeda na Lua a partir da Terra.

Os pesquisadores apontam que a nova resolução permitirá mapear buracos negros ainda desconhecidos, além de oferecer detalhes mais precisos dos arredores desses objetos. O resultado aparece em artigo científico publicado no The Astronomical Journal, com participação de cientistas da USP entre outros.

Em 2019, o EHT divulgou imagens de M87* e, em 2022, de Sgr A*, buracos negros no centro de M87 e da Via Láctea, respectivamente. As imagens anteriores foram obtidas pela VLBI, conectando telescópios ao redor do planeta para formar um único observatório do tamanho da Terra.

Observação de maior resolução

Para ampliar a nitidez, os astrônomos exploraram comprimentos de onda mais curtos, chegando a 0,87 mm. Em teste técnico, o conjunto utilizado incluiu ALMA e o Apex, no deserto de Atacama, Chile, com apoio de outros instrumentos europeus e norte-americanos. A experiência mostrou a viabilidade de detecções a 0,87 mm, ainda que não tenha produzido imagens completas.

Os dados de detecção atingiram 19 microssegundos de arco, registrando a maior resolução já alcançada a partir da Terra. A próxima etapa envolve o uso pleno do EHT com o conjunto completo, que deverá gerar imagens com cerca de 50% de melhoria em relação às anteriores.

Perspectivas e impacto científico

Segundo pesquisadores, observar emissões em comprimentos de onda diferentes ajuda a entender como o gás rouba matéria e como os jatos são lançados por buracos negros. A futura combinação de telescópios como Iram-30m, Noema, Alma e Apex poderá oferecer imagens ainda menores e mais tênues.

A colaboração EHT reúne mais de 400 pesquisadores de África, Ásia, Europa e América, com cerca de 270 participantes no estudo em questão. O objetivo é obter as imagens de buracos negros mais detalhadas já obtidas, por meio de um telescópio virtual do tamanho da Terra e técnicas de VLBI.

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