- A proposta busca colocar a borboleta-monarca na lista de espécies ameaçadas nos EUA, sob a Lei de Espécies Ameaçadas, para ampliar proteção federal.
- A população ocidental caiu aproximadamente 95% desde os anos oitenta, com grande vulnerabilidade na temporada de inverno na Califórnia.
- A população oriental caiu cerca de 80%, causada pela predominância de monoculturas, busca por néctar e alimentação de lagartas, além de pesticidas.
- Especialistas citam impacto de mudanças climáticas e perdas de habitat; a proteção pode manter programas de plantio de leiteiras, alimento das lagartas, mas ainda depende de ações sobre pesticidas.
- O Serviço de Pesca e Vida Selvagem abriu uma página de comentários públicos sobre a proposta.
A proposta de proteção da borboleta monarca, icônica laranja e preta, sob a Lei de Espécies em Extinção dos EUA pode ampliar as salvaguardas federais para evitar a extinção e favorecer a recuperação da espécie. A ideia está sob avaliação e envolve o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.
Segundo a National Wildlife Federation, a inclusão da monarca na lista é uma decisão baseada em ciência e pode mobilizar ações nacionais para a conservação. Organizações não governamentais destacam a necessidade de proteção especial aos habitats críticos.
A população de monarcas do Ocidente, que vive a oeste das Montanhas Rochosas, caiu cerca de 95% desde os anos 1980, e enfrenta riscos severos durante a hibernação na Califórnia. A destruição de groves de árvores para estacionamento intensifica o problema, segundo especialistas.
As monarcas do Oriente, que migram entre México e Canadá, diminuíram em torno de 80%. A preferência por monoculturas reduz áreas de néctar e de ascleíneas, alimento básico das lagartas, aumentando a exposição a pesticidas.
A aprovação da ESA pode manter programas de plantio de algodão? Não. Explicações técnicas indicam que a proteção pode sustentar ações de plantio de malváas, enquanto se avalia o uso de neonicotinoides, pesticidas ligados à queda populacional.
Mudanças climáticas agravam o desafio. Em 2024, verão frio, outono atípico e furacões prejudicaram a reprodução e o retorno das borboletas ao México, reduzindo o tamanho da população ao chegar ao inverno.
No México, as monarcas do Oriente hibernam na Reserva Internacional da Biosfera de Monarcas. Entretanto, áreas ao redor da reserva sofrem desmatamento para plantações de avocado, impactando recursos hídricos e aumentando incêndios.
A agência americana abriu uma página de consulta pública sobre a proposta de lista para recebimento de contribuições da sociedade. O período de participação pública visa coletar informações técnicas e opiniões antes da decisão final.
Fontes associadas às organizações ambientalistas reforçam a importância de ações contínuas, como manejo de habitat e monitoramento de populações, para sustentar benefícios da proteção federal.
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