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Propostas para desviar asteroide incluem bomba nuclear, trator e trombada

Deflexão de asteroides depende de impacto cinético, bomba nuclear ou tratores gravitacionais; Dart mostrou viabilidade, mas tempo de aviso é crucial

Ilustração de asteroide
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  • O asteroide 2024 YR4 teve o risco de colisão com a Terra reduzido de 3,1% para 0,004%, e deve passar entre a Terra e a Lua, sem atingir nenhum dos dois.
  • Já foi reclassificado como nível 1 na escala Torino, indicando probabilidade de impacto extremamente improvável.
  • Existem três técnicas estudadas para desviar asteroides: impacto cinético (teste pela missão Dart, da Nasa, em 2022), bomba nuclear e tratores gravitacionais; a primeira é a mais testada.
  • A bomba nuclear seria considerada apenas para objetos maiores que cem metros, com aviso prévio de vários anos, mas envolve riscos e é limitada por tratados internacionais.
  • Além dessas, há ideias teóricas como propulsores no asteroide ou pintura para aumentar o refletimento solar, que exigem avanços técnicos e ainda não estão implementadas.

O asteroide 2024 YR4, cuja possibilidade de atingir a Terra caiu a quase zero, gerou debates sobre as opções reais de defesa. Em 2022, uma das técnicas foi testada com resultados encorajadores, abrindo caminho para discutir deflexão de objetos próximos.

Entre as estratégias avaliadas, a mais consolidada é o impacto cinético, testado pela missão Dart da Nasa em Dimorfo. A ideia é desviar o asteroide ao colidir com ele em alta velocidade, alterando levemente sua trajetória.

O tempo de aviso prévio é determinante. Quanto mais cedo é detectado, maior a chance de desvio. O teste de Dart mostrou resultados positivos, sugerindo que desviar um objeto de 40 a 90 metros pode ser factível com planejamento adequado.

TAMANHO E TEMPO

O tamanho do asteroide e o tempo disponível para agir definem as opções. Objetos grandes exigem abordagens mais radicais e costumam demandar anos de preparação. O uso de uma bomba nuclear é discutido apenas para casos extremos, com severas restrições internacionais e riscos de fragmentação.

Outra opção estudada é o tractor gravitacional, que envolve posicionar uma nave próxima ao asteroide para usar a gravidade a seu favor. É menos invasivo, porém também menos eficaz para objetos maiores ou com pouco tempo de antecedência.

Além das três opções consolidadas, há propostas teóricas como propulsores acoplados ao asteroide ou o simples aumento do albedo para alterar a órbita pela reflexão da luz solar. Contudo, tais métodos ainda dependem de capacidades técnicas atuais.

Em síntese, não há solução mágica para todos os cenários. A defesa depende de monitoramento contínuo, planejamento de intervenções e, em caso de risco, ações de defesa civil com antecedência para reduzir danos.

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