- Obra de um resort de luxo está em andamento na Ilha Assomption, próxima ao grupo de ilhas Aldabra, sítio UNESCO de grande importância ecológica.
- O projeto, apoiado pela Asset Group, deve ter 37 villas, quatro restaurantes e ampliar a pista de aterrissagem da ilha.
- Grupos ambientalistas e a campanha Friends of Aldabra contestam, dizendo que aumenta riscos de biossegurança e pode impactar tartarugas gigantes, baleias-cachoieras e ninhos de tartarugas marinhas.
- A construção é realizada pela Islands Development Company, instituição pública seychellense, após a Asset Group ter sido a única investidora a responder ao chamado de interesse de desenvolver o local.
- A abertura está prevista para 2027; ativistas pedem nova avaliação de impacto ambiental e maior consulta pública, além da escolha de operadores hoteleiros mais alinhados com preservação.
Assomption Island, nos Seychelles, começou a receber construção de um resort de luxo com 37 villas e quatro restaurantes, próximo ao atol de Aldabra, patrimônio da UNESCO. O projeto é financiado pela Assets Group, empresa de desenvolvimento imobiliário com base no Catar. A obra prevê ainda a ampliação da pista de pouso existente.
A iniciativa envolve a IDC, empresa estatal que administra as ilhas externas, responsável pela obra. O empreendimento também inclui ampliar a pista e criar infraestrutura para facilitar o acesso de turistas à Aldabra, grupo de ilhas isoladas no sudoeste do Oceano Índico.
Entidades ambientalistas e grupos locais criticam o impacto ecológico. Alegam risco à vida de tartarugas gigantes, baleias-jubarte e ninhos de tartarugas marinhas, além de potenciais contaminações hídricas. A ESIA foi contestada por suposto conflicto de interesse.
Parlamentação e oposição
Conflitos de interesse aparecem em consultas públicas, segundo ativistas da Friends of Aldabra, que reúne Greenpeace Africa, Re:wild e Seychelles at Heart. Eles defendem uma nova avaliação ambiental independente antes de avançar.
A Ideia de turismo está sob avaliação: a IDC estima custos de manutenção da ilha entre 9 e 10 milhões de rúpias seychellesas, cerca de US$ 660 mil, com objetivo de gerar receita para a região. Críticos duvidam da viabilidade para a população local.
Perspectiva institucional
Abid Butt, CEO da Assets Group, disse que o projeto visa um destino prístino para quem busca relaxamento e preservação ambiental, mas não concedeu entrevista adicional. O Ministério do Ambiente ainda não respondeu aos questionamentos.
A previsão é que o resort seja inaugurado em 2027, conforme informações oficiais ligadas ao empreendimento. Atualmente, grande parte das obras ocorre numa área da ilha que abriga praias de desova da tartaruga verde.
Entre na conversa da comunidade