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Polinésia Francesa cria a maior área marinha protegida do mundo

Polinésia Francesa cria a maior área marinha protegida do mundo, cobrindo a zona econômica exclusiva de 4,8 milhões de km² com áreas totalmente protegidas

Banner image of the waters around Maupiti Island in French Polynesia by Sophie Hurel via Wikimedia Commons (CCBY3.0).
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  • A Polinésia Francesa criou a maior área marinha protegida do mundo, cobrindo toda a sua zona econômica exclusiva (EEZ) de 4,8 milhões de km².
  • Deste total, 1,086 milhão de km² será altamente ou totalmente protegido, com 900 mil km² plenamente protegidos nas regiões próximas às ilhas Sociedade e Gambier.
  • Aproximadamente 186 mil km² ficarão em zona de pesca artesanal, permitindo apenas pesca tradicional; o restante terá proteção mais branda, restringindo atividades extrativas como mineração oceânica profunda.
  • Ainda, 500 mil km² devem tornar-se área altamente protegida até o Dia Mundial do Oceano de 2026.
  • O anúncio ocorreu na Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, com apoio do governo francês, e foi saudado por organizações de conservação internacionais.

French Polynesia anunciou a criação da maior área marinha protegida do mundo, abrangendo toda a sua zona econômica exclusiva (EEZ), que soma 4,8 milhões de km². A declaração ocorreu no primeiro dia da Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, na França.

O território informa que a MPA inclui 1,086 milhão de km² de alto ou total nível de proteção, o que equivale a mais de dois territórios da França continental. Deste total, 900 mil km² serão integralmente protegidos.

Destas áreas, 220 mil km² ficam próximas às Ilhas Society e 680 mil km² perto das Ilhas Gambier. Em 186 mil km² haverá uma zona de pesca artesanal, permitindo apenas a pesca tradicional de linha. O restante do EEZ terá proteção menos rígida.

Paralelamente, a iniciativa prevê que mais 500 mil km² se tornem áreas altamente protegidas até o Dia Mundial dos Oceanos de 2026. A medida visa reduzir atividades extrativas, incluindo mineração em águas profundas e arrasto de fundo.

Representantes internacionais elogiam a decisão. A IUCN destacou o movimento como um passo importante para ampliar áreas protegidas de grande escala e incentivar padrões globais semelhantes. A gestão pesqueira local será fortalecida com participação pública.

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