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EUA fortalecem proteção ao pangolim, o mamífero mais traficado do mundo

EUA expandem proteção federal a oito espécies de pangolim, visando coibir comércio de escamas e carne cobiçadas pela medicina tradicional

Pangolim-de-sunda come cupins no zoológico de Singapura
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  • Os Estados Unidos devem estender a proteção federal a oito espécies de pangolim, hoje apenas o pangolim de Temminck da África é protegido pela Lei de Espécies Ameaçadas.
  • A proposta inclui quatro espécies asiáticas (pangolim chinês, indiano, de Sunda e filipino) e três espécies africanas (pangolim de ventre branco, de ventre negro e pangolim gigante).
  • A proteção atual é amparada pela Cites, que proíbe o comércio internacional com fins comerciais e permite exceções apenas em circunstâncias específicas.
  • Apesar das proteções, o tráfico persiste, com apreensões recentes registradas na Nigéria (quase quatro toneladas de escamas) e na Indonésia (mais de 1,2 tonelada).
  • Entre 2016 e 2020, as autoridades alfandegárias brasileiras interceptaram 76 remessas de partes de pangolim, incluindo escamas e produtos usados na medicina tradicional.

Os Estados Unidos vão ampliar a proteção federal a todas as espécies de pangolins, aumentando o escopo para oito espécies conhecidas. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (16) pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

A proposta pretende estender o status de proteção já existente para o pangolim de Temminck da África a outras sete espécies. Entre elas estão quatro pangolins asiáticos e três africanos, incluindo o pangolim gigante.

A justificativa é a vulnerabilidade desses mamíferos, que possuem pele coberta por escamas de queratina e são alvo de caça para uso na medicina tradicional e como alimento em algumas culturas. A espécie africana Temminck está hoje protegida pela lei local, mas a nova proposta visa cobrir todas as espécies.

A ação busca reduzir o tráfico, já que o comércio de partes do pangolim persiste, apesar da proteção na convenção Cites. A Cites proíbe o comércio internacional com fins comerciais, permitindo apenas exceções em circunstâncias raras.

Segundo a agência, o movimento é parte de um esforço global para conter a população decrescente causada pela caça, pela perda de habitat e pela endogamia. A medida é apresentada como resposta a esse cenário de risco de extinção.

Dados de autoridades alfandegárias indicam que o tráfico permanece ativo. De 2016 a 2020, foram interceptadas 76 remessas de partes de pangolim nos EUA, incluindo escamas e produtos para a medicina tradicional, destacando a continuidade do desafio.

Ações internacionais também aparecem em relatos de 2023. Em abril, autoridades nigerianas apreenderam quase quatro toneladas de escamas, correspondentes a cerca de 2 mil animais mortos. Em novembro, a Indonésia bloqueou 1,2 tonelada de material relacionado ao pangolim.

Especialistas ressaltam que a demanda no mercado americano impulsiona o tráfico global. Organizações ambientais enfatizam a necessidade de reduzir qualquer demanda por escamas e carnes de pangolim para acelerar a proteção dessas espécies.

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