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Chemsex preocupa especialistas devido ao aumento de riscos à saúde sexual

Cresce a preocupação com o chemsex, que afeta a saúde de homens homoafetivos e aumenta o risco de infecções e dependência.

Frasco de poppers, droga usada para prática do chemsex que causa relaxamento muscular, euforia e aumento do fluxo sanguíneo (Foto: Pedro Affonso/Folhapress)
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  • O chemsex, prática de sexo sob o efeito de drogas, é reconhecido desde 2007 e preocupa especialistas em saúde pública.
  • Estudos recentes mostram uma prevalência global de 12,66% e de 19,42% entre homens homoafetivos no Brasil.
  • As substâncias utilizadas incluem álcool, cannabis, metanfetamina, ecstasy e poppers, que aumentam o prazer e a desinibição.
  • Os riscos incluem infecções sexualmente transmissíveis, dependência e efeitos colaterais graves, como ansiedade e depressão.
  • A dependência pode levar à Síndrome da Desregulação da Homeostase Hedônica, onde a droga se torna a única fonte de prazer.

O fenômeno do chemsex, que se refere à prática de sexo sob o efeito de drogas, tem gerado crescente preocupação entre especialistas em saúde pública. Reconhecido desde 2007, esse comportamento apresenta uma prevalência global de 12,66% e chega a 19,42% entre homens homoafetivos no Brasil, conforme estudos recentes.

A prática envolve o uso de substâncias psicoativas como álcool, cannabis, metanfetamina, ecstasy e poppers, que intensificam sensações de prazer e desinibição. A psicóloga Marina Del Rei, da Universidade de São Paulo, observa que a combinação de novas tecnologias e substâncias, além de doenças, diferencia o chemsex de comportamentos sexuais históricos. O aumento do interesse científico pelo tema se intensificou a partir de 2019, impulsionado pelo uso de aplicativos de encontros e pelo impacto do isolamento social durante a pandemia de Covid-19.

Riscos Associados

Os riscos associados ao chemsex são alarmantes. O uso de drogas pode levar a práticas sexuais sem proteção, aumentando a vulnerabilidade a infecções sexualmente transmissíveis, como HIV e herpes. Além disso, substâncias como a metanfetamina podem causar efeitos colaterais severos, incluindo ansiedade, depressão e até quadros psicóticos. A falta de controle de qualidade das drogas, frequentemente ilegais, eleva o risco de overdose e reações adversas.

Aspectos sociais também influenciam essa prática. Muitos indivíduos LGBT+ enfrentam discriminação e marginalização, o que pode levar à busca por experiências intensas como forma de lidar com traumas. O psiquiatra Saulo Vito Ciasca ressalta que as motivações para o uso de drogas variam, desde a busca por prazer até a curiosidade.

Dependência e Saúde Mental

A dependência pode resultar em sérios problemas de saúde, incluindo a Síndrome da Desregulação da Homeostase Hedônica, onde a droga se torna a única fonte de prazer. A redução de danos é uma abordagem essencial para minimizar os riscos, oferecendo informações sobre uso seguro e acesso a serviços de saúde. A conscientização sobre os limites pessoais e a busca por ajuda profissional são fundamentais para um uso mais informado e consciente das substâncias.

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