- Um estudo brasileiro indica que praticar atividade física moderada a vigorosa cinco vezes por semana reduz a disfunção erétil em homens acima de 40 anos.
- A pesquisa, publicada na revista Preventive Medicine, analisou dados de 15.655 homens atendidos em um hospital nacional entre 2008 e 2022.
- A prevalência média de disfunção erétil foi de 22,4%. Aqueles que não se exercitavam apresentaram 25,3%, enquanto os que se exercitavam apenas nos fins de semana tiveram 20,7%. O grupo que se exercitava regularmente teve 20,4%.
- O autor do estudo, Eduardo Rossato de Victo, ressalta a importância da regularidade na prática de exercícios para reduzir a probabilidade de disfunção erétil.
- A disfunção erétil é um desafio de saúde pública, frequentemente associada a outras condições, como doenças cardiovasculares e depressão.
Um estudo brasileiro recente revela que praticar atividade física moderada a vigorosa cinco vezes por semana oferece maior proteção contra a disfunção erétil em homens acima de 40 anos. A pesquisa, publicada na revista *Preventive Medicine*, analisou dados de 15.655 homens atendidos em um hospital nacional entre 2008 e 2022.
Os resultados mostram que a prevalência média de disfunção erétil foi de 22,4% entre todos os participantes. Aqueles que não seguiam as recomendações de atividade física apresentaram uma taxa de 25,3%, enquanto os que se exercitavam apenas nos fins de semana, conhecidos como “guerreiros de fim de semana”, tiveram um índice de 20,7%. O grupo mais ativo, que praticava exercícios regularmente, teve uma prevalência de 20,4%.
Importância da Regularidade
Eduardo Rossato de Victo, um dos autores do estudo, destaca a importância de um padrão regular de atividade física. Ele afirma que a distribuição dos exercícios em três ou mais dias da semana está associada a uma menor probabilidade de disfunção erétil. Embora qualquer atividade física seja benéfica, a prática regular parece ter efeitos superiores.
A média de idade dos participantes foi de 49,1 anos, e a pesquisa sugere que a disfunção erétil é uma condição comum nessa faixa etária. No entanto, muitos homens não buscam ajuda médica, levando a uma subnotificação do problema. Estudos internacionais indicam prevalências de até 48,6% em algumas regiões do Brasil.
Desafios e Consequências
A disfunção erétil é considerada um desafio de saúde pública, com implicações econômicas significativas. O problema está frequentemente associado a outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e depressão. Irineu Farina Neto, urologista, ressalta que a atividade física melhora a oxigenação e a perfusão da região peniana, reduzindo o risco de disfunção erétil.
O estudo não investigou se os benefícios da atividade física são mantidos ao longo da vida, mas Victo enfatiza que nunca é tarde para começar a se exercitar. A prática regular pode trazer benefícios significativos para a saúde, incluindo a função erétil, e deve ser incentivada como parte das políticas de saúde pública no Brasil.
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