- Kei Koizumi, ex-assessor dos presidentes Barack Obama e Joe Biden, afirmou que a debandada em larga escala de cientistas dos Estados Unidos é improvável, apesar dos cortes em programas científicos durante a administração Trump.
- Ele participou de eventos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) no Brasil.
- Koizumi destacou que muitos países estão abertos a receber cientistas estrangeiros, mas enfrentam dificuldades financeiras para atrair pesquisadores americanos.
- O ex-assessor expressou preocupação com os impactos dos cortes na pesquisa, especialmente nas áreas de saúde global e mudanças climáticas.
- Ele ressaltou a importância da colaboração internacional na ciência, mesmo diante de tensões políticas e aumento do protecionismo.
Kei Koizumi, ex-assessor dos presidentes Barack Obama e Joe Biden, afirmou que, apesar dos cortes significativos em programas científicos durante a administração Trump, uma debandada em larga escala de cientistas dos EUA é improvável. Ele destacou a importância da colaboração científica global em sua visita ao Brasil, onde participou de eventos da Fapesp e da Unicamp.
Koizumi, que atuou como diretor-adjunto para Ciência, Sociedade e Política do escritório de Política para Ciência e Tecnologia da Casa Branca, observou que muitos países estão se mostrando receptivos a cientistas estrangeiros. No entanto, ele acredita que outros países enfrentam dificuldades financeiras para atrair pesquisadores americanos. “Não prevejo isso como um fenômeno de grande escala”, disse Koizumi.
O especialista expressou preocupação com os impactos dos cortes na pesquisa, especialmente nas áreas de saúde global e mudanças climáticas. Ele mencionou que a administração Trump cancelou pesquisas importantes, como aquelas relacionadas ao HIV/Aids na África Subsaariana. Koizumi alertou que esses cortes podem resultar em um declínio dramático de estudantes estrangeiros nos EUA, afetando a capacidade do país de enfrentar desafios globais.
Em relação ao futuro da ciência, Koizumi enfatizou que, apesar das tensões políticas e do aumento do protecionismo, a colaboração internacional continua a crescer. Ele ressaltou que a ciência é um empreendimento global, e as relações entre pesquisadores de diferentes países são essenciais para o avanço do conhecimento.
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