- Uma mulher foi diagnosticada com câncer de mama metastático aos 28 anos, após perceber uma alteração em um nódulo benigno.
- O diagnóstico confirmou um carcinoma ductal invasivo, resultando em cirurgia conservadora e tratamento agressivo.
- O câncer, classificado como HER2 positivo, se espalhou para o fígado, esterno e costela esquerda, levando a paciente a iniciar quimioterapia e terapia-alvo.
- Após um ano, a terapia foi ajustada, mas a mulher continuou o tratamento por mais de uma década, enfrentando efeitos colaterais e menopausa química.
- Ela decidiu realizar exames genéticos para avaliar o risco de transmissão da doença à sua filha, destacando a importância do apoio familiar durante a luta contra o câncer.
Uma mulher diagnosticada com câncer de mama metastático aos 28 anos compartilha sua trajetória de luta e superação. Em 2013, após um autoexame, ela percebeu que um nódulo benigno havia mudado. A biópsia confirmou um carcinoma ductal invasivo, levando a uma cirurgia conservadora e a um tratamento agressivo.
O câncer, classificado como HER2 positivo, se espalhou para o fígado, esterno e costela esquerda. A paciente iniciou quimioterapia e terapia-alvo, enfrentando efeitos colaterais severos, como perda de cabelo e imunidade baixa. Após um ano, a terapia-alvo foi ajustada, mas a mulher continuou o tratamento por mais de uma década, agora com bloqueio hormonal devido a uma hepatite medicamentosa.
A menopausa química, resultado do tratamento, trouxe desafios adicionais, como calorões e oscilações de humor. Apesar das dificuldades, ela encontrou formas de lidar com os sintomas, praticando atividades físicas e buscando apoio emocional. A mulher também decidiu realizar exames genéticos para entender o risco de transmissão da doença à sua filha.
O câncer de mama é o tumor maligno mais comum no Brasil, com 74 mil novos casos esperados em 2023. A incidência entre mulheres jovens tem aumentado, passando de 7,9% em 2009 para 21,8% em 2020. O diagnóstico precoce e os avanços nos tratamentos têm melhorado as taxas de cura, que podem chegar a 95% quando a doença é detectada precocemente.
A evolução dos tratamentos, como a terapia anti-HER2, tem proporcionado melhores resultados, mesmo em casos avançados. Especialistas destacam que a abordagem multidisciplinar no tratamento do câncer de mama tem sido fundamental para aumentar a qualidade de vida das pacientes e prolongar a sobrevida.
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