- A COP30 ocorrerá em Belém, destacando a Amazônia nas discussões climáticas.
- O evento visa promover a conservação da floresta e a justiça ambiental, com foco em financiamento e modelos sustentáveis.
- Durante o Summit ESG da EXAME, especialistas discutiram a importância de dar voz a quem vive na floresta, como povos indígenas e comunidades ribeirinhas.
- O Banco da Amazônia captou 80 milhões de euros do governo francês e está finalizando uma operação de 100 milhões de dólares com o Banco Mundial para projetos de transição energética.
- O Brasil precisa apresentar resultados concretos para transformar as expectativas em legado na COP30.
A COP30, conferência climática que ocorrerá em Belém, está a menos de cinco meses de sua realização e promete ser um marco para a ação climática no Brasil. Durante o Summit ESG da EXAME, especialistas discutiram como o evento pode destacar a Amazônia e promover a justiça ambiental. O painel, mediado por Lia Rizzo, contou com a participação de Carolle Alarcon, da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura; Plínio Ribeiro, conselheiro da Ambipar; e Fábio Maeda, diretor do Banco da Amazônia.
Os painelistas ressaltaram a importância da escolha de Belém como sede, que simboliza a descentralização dos fóruns internacionais e coloca a floresta amazônica no centro das discussões. Ribeiro enfatizou que “a floresta precisa ser falada por quem vive nela”, defendendo maior visibilidade para povos indígenas e comunidades ribeirinhas. Alarcon também mencionou os avanços em áreas como contabilidade de emissões e normas técnicas para adaptação climática, mas destacou que o financiamento continua sendo um desafio.
Desafios e Oportunidades
O Brasil tem uma trajetória significativa nas negociações climáticas, desde a COP de Copenhague em 2009 até o Acordo de Paris em 2015. A COP30 será o primeiro grande balanço dos resultados do Acordo de Paris, e o país assume um papel simbólico ao sediá-la na Amazônia. Fábio Maeda revelou que o Banco da Amazônia já captou 80 milhões de euros do governo francês e está finalizando uma operação de US$ 100 milhões com o Banco Mundial para projetos de transição energética.
O banco, que concentra R$ 1 bilhão em crédito na região amazônica, busca ampliar investimentos em bioeconomia. Maeda afirmou que o foco é mudar a abordagem de comando e controle para um modelo baseado em incentivos, regulado por instrumentos como o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões, aprovado em 2023. O encontro serviu como um alerta: o Brasil precisa entregar consistência técnica e resultados concretos para transformar as expectativas em legado na COP30.
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